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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Inspirações de Fora da Dança do Ventre


Sabe aquela música que não é "de dança do ventre", mas quando você a ouve, lá vem os camelos e ondulações para acompanhá-la?
Você não está só neste sentimento!

Existem muitas dançarinas que utilizam músicas de diversos estilos musicais para relê-las com a dança oriental, executando movimentos da dança do ventre de forma muito graciosa. Claro que existem aqueles "abortos da natureza" que deixam a apresentação no mínimo bizarra, mas não podemos julgar o todo por algumas exceções. 

Eu tenho uma pequena seleção de músicas que ao ouvir automaticamente começo a dançar ou a pensar em dançá-las. Vamos a elas:

Iron - Woodkid


Adagio - Albinoni

Agape - Dead Can Dance

Another Day in Paradise - Versão Turca do Dolapdere Big Gang

Mystics Dreams - Loreena Mckennitt


E vocês possuem alguma música que dê vontade de fazer um oito maia fora de contexto? XD

sábado, 25 de agosto de 2012

Música Clássica: Rakasni Ya Habibi

Estou viciada nessa música, eu confesso. Especialmente na parte cantada - versão embromation: rakasni yalla ya habibi, rakasni hamza fi ramadan, hgpdfdçlfgkdlgkdf ya gazel, ya maopkoskk  mish mel", eu canto lavando louça, no caminho ao trabalho, no busão. Vamos às divas:

Aziza Mor-Said
Eu não tenho moral para falar da Aziza, até porque eu sei que tem gente que mata e morre por ela, portanto prefiro dizer que nela achamos total preocupação em ler as nuances, os ritmos, os folclores da música. Aziza para estudo!


Valerick
É uma dançarina egípcia com força e pegada das libanesas, mucho loca. Ela lê de uma forma bem diferente o khaleege, apesar de marcá-lo com a jogada típica de cabelo. Tem vários passos interessantes de conexão, especialmente com camelos. (aqui a música tá editada)


Elis Pinheiro
Diva da Lívia Carine! A pauslitana ganhou o mundo e foi para a Inglaterra! Melhor para ela porque a dança do ventre lá é arte, não esse bunzunzum que muitas vezes combatemos por aqui. Já falei e repito: parece que ela vai quebrar dançando! Ela tem uns braços tão leves, que você quase avisa: CUIDADO, vai desmontar!! Na dança da Elis leveza e sentimento são as suas combinações.


quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Música Clássica: Almini Kif

Olá leitoras e leitores,
Começa hoje uma sessão de posts com vídeos de dançarinas dançando uma música clássica
A música que inaugura nossa sessão é Almini Kif do Mário Kirlis.

Saida
Aqui a dançarina argentina Saida, mais contida por causa do baby, dança de uma forma não usual para nós brasileiras: tem poucos deslocamentos e se concentra mais em ondulações. O legal dela são as finalizações sempre criativas e impactantes:


Kahina
Estilo KK de ser e viver, super alongada, técnica, balezesca, e nessa apresentação com uma leitura fina dos instrumentos melódicos.


Marta Nowicka
A polonesa apresenta uma dança com os famosos véus wing (ai que saudade do meu véu wing), apresenta movimentos pequenos e contidos, e no final emenda a música num solo de derbake. Eu achei a leitura dela meio atrapalhada, mas não deixa de ser outro exemplo para esta música.


Coreógrafa Camila Neroni
Uma coreografia em grupo bem sincronizada. Dá para ter várias ideias para fazer um solo, claro que explorando mais o espaço:

domingo, 4 de dezembro de 2011

Ya Wad Ya Teel - Soad Hosny

Na última sexta-feira, dia 02, a Celia ministrou uma aula para a turma da sétima série do ISERJ, na Tijuca, Rio de Janeiro. O tema da aula, é claro, foi Cultura Árabe. Para ilustrar a diferença entre "árabe" e "muçulmano" e romper com tais estereótipos, a Celia legendou um clipe muito bacana da Soad Hosny, com a música Ya Wad Ya Teel, que faço questão de postar aqui.



Logo abaixo, outro vídeo feito pela Celia para mostrar aos alunos as várias faces da mulher árabe. Vejam que lindo:

sábado, 3 de dezembro de 2011

Tradução: Gafsa

Tradução da música Gafsa, da Natacha Atlas, a pedido da Mônica Santos.



Gafsa - Prisão

Os ventos do amor, de repente, começaram a soprar em minha mente
Mostrando-me a paz de meu amado
Você diz "retorne, minha preciosa
A separação é longa demais quando você está distante"

A impaciência de minha imaginação percorreu o vazio
E meu maior desejo é ser feliz
Você surgiu da mais alta torre
E disse algo estranho

Retorne, meu amor
Eu não tenho nenhum outro destino neste mundo
Você é o meu amor, mas não pode ser a minha escolhida

Oh, noite
Oh, meus olhos

É o fim

Letra:

Habet Riyahel Hobi fi bali
Tahdeeni Salam el habib
Tigouli ‘Erja3 ya Ghali
Ta3lel fourag wal il gharib'

Goulet Hayali “Sharadat Hali
Wa gounet manali sa3eed
Wa ttalet min bourja3 il 3ali
Wou Galet Kilamah Ghareeb

Erja3 ya Hobb
Mali fi dounya naseeb
Inta hobi lakin
Mish moumkin tkouni halali

Ah lel
Ya 3ayni, ya

Khalas

quarta-feira, 31 de março de 2010

Fusão: Mustafa Amar & Justin Timberlake

Nas minhas andanças pelo youtube, achei uma mixagem entre uma música árabe e uma pop do Timberlake. Não é que ficou legal?


As músicas são Monaya do Mostafa Amar e Like I love You do Timberlake

quarta-feira, 10 de março de 2010

Plágio Descaradado na Música Negra Norte-Americana

Geeeente, zapeando pelos blogs da vida (é o meu "Jornal Nacional", ler blogs, hehe), encontrei o excelente Orientalices da Camila Flávia. Lá ela aborda vários temas relacionados ao "oriente", com opiniões muito próximas das minhas (como "Brasileira não é só bunda", quem não passou uma situação desagradável com gringos?). Mas lendo aqui e acolá, vi algo que acho que precisa ser divulgado a todos os cantos!!! A música negra norte-americana não tem só aquela sensação de "música árabe", ela é uma música árabe roubada descaradamente!!

Há um vídeo circulando no youtube com 3 canções de suposta autoria do Timbaland, mas que na verdade copiam 3 músicas árabes em sua harmonia (melodia e percussão). Como eu havia comentado em alguns posts de ritmos, os ritmos árabes não ficaram restritos ao Oriente Médio e Próximo, no Nordeste Brasileiro temos diversas músicas com ritmos íntimos da dança do ventre, como o malfuf, o ayoub, entre outros. Esses ritmos vieram com os escravos - o que a Camila também salienta - e nos EUA, eles estão presentes nas músicas negras. Os camelos da Beyoncé podem ter sido uma importação recente, mas aquela batida é uma troca cultural bem mais antiga. O que não esperávamos, entretanto, era que um dos maiores artistas negros norte-americanos, não satisfeito em ter os ritmos árabes em sua cultura, foi até lá pegar a música e usar como sua autoria!!!!

As músicas plagiadas e suas respectivas versões são as seguintes:
Don't you know What to tell Ya de Aaliyah = Batwanees Beek da Warda
More Than a Woman da Aaliyah = Aloly Ensy da Mayada El Hennawy
Big Pimpin do Jay-Z = Khoshara Khoshara do Abdel Halim Hafez

Em entrevista a uma rádio, Timbaland admitiu que copiou a harmonia das músicas para fazer "suas composições", mas estranhamente disse que "não considera isso plágio", mesmo não tendo dado os devidos créditos às canções originais. Além disso, não só as músicas árabes passaram pela maliciosa edição de Timbaland, uma música finlandesa também foi plagiada para fazer a canção "Do it" cantada pela Nelly Furtado.

Aqui abaixo apurem seus ouvidos e percebam como as músicas árabes foram usadas por Timbaland:

sábado, 1 de agosto de 2009

Tradução: Hatmanalu al kheir

Tradução da música Hatmanalu al kheir da Angham



Hatmanalu al kheir - Eu o quero bem

Eu o quero bem
Não me importa se ele me deixar e me esquecer
Ele sofreu muito por mim
Ele me deu seu coração

Eu o quero bem
Antes de me magoar, ele me curou
Ele era a minha vida e o meu tempo
Ele era meu coração, minha alma e meus olhos

Vou me lembrar dele por muitas coisas que existiram entre nós
Vou me lembrar de cada dia do nosso amor, dos nossos passos pelo caminho
De quando compartilhávamos a felicidade em nossos olhos
Vou lembrar dele por muitas coisas, vou querer vê-lo sempre bem

Eu o quero bem, do fundo do meu coração
Porque ele merece isso
Eu desejo que o mundo volte no tempo
E assim iremos nos encontrar

Letra:

hatmnalo el 7’er
aih ya3ny yefotny we yensany
maho yama et7amel 3alashany
we yama kan 2albo 3alya

hatmanlo el 7’er
maho 2abl mygra7ny dawany
kan 3omr we kan howa zamany
kan 2alby we ro7y we howa 3enya

hatfkerlo 7aggat kter kanet mabena
haftker
ayam hawana
we el 7’atawy ely fe tare2na
lama kona
ben2sm el far7a be 3yona
haftkerlo 7aggat kter
we ahtmalo el 7’eer

hatmanlo el 7'er 2alby
3alashan yestahel
da ana hatmnak telf el donia tany
tany we net2abel

hatfkerlo 7aggat kter kanet mabena
haftker
ayam hawana
we el 7’atawy ely fe tare2na
lama kona
ben2sm el far7a be 3yona
haftkerlo 7aggt kter
we ahtmalo el 7’er

aih ya3ny yefotny we yensany
maho yama et7amel 3alashany
we yama kan 2albo 3alya
hatmanlo el 7’er
maho 2abl mygra7ny dawany
kan 3omr we kan howa zamany
kan 2alby we ro7y we howa 3enya

hatmanlo el 7'er

terça-feira, 7 de julho de 2009

Tradução: Agoul Ahwak

Tradução da música Agoul Ahwak da Haifa Wehbe



Agoul Ahwak - Eu digo que te amo

Eu digo que te amo e você não quer ouvir
Eu digo que te esqueci e então você me acalma
Eu deveria ir com você até o fim
Até que você descobrisse que me esqueceu

Num dia você vai embora, no outro você volta
Um dia é de espinhos, o outro é de rosas
A sua noite é noite, a minha noite é dia
Seu coração é gelo, meu coração é fogo

Meu amor está sendo desperdiçado com você
Assim como todo o desejo em meu coração
Minhas palavras nem revelam, nem escondem nada
Seu amor não me satisfaz
Meu amor por você me tortura
As páginas viraram
Não te amo mais, estou cansada de você
Não quero que você me encontre mais


Letra:

Agoul Ahwak

agoul ahwak tetkaber
agoul ansak teradhini
aruh weyak lel akher
a3ud algak nasini
agoul ahwak tetkaber
agoul ansak teradhini
aruh weyak lel akher
a3ud algak nasini

yum tghib yum t3ud
yum ashwag yum wrood
lilak lil lili nahar
galbak thlaj galbi nar

yum tghib yum t3ud
yum ashwag yum wrood
lilak lil lili nahar
galbak thlaj galbi nar

khasar fik ana hobbi
w kol ashwag fi galbi
klam yebouh wala khabi
hobbak ma yerdhini
huwaya fik teadhebni
wara' safhat te alebni
ma odt ahwak ya ta'ebni
ma rid f yum tela'ini

yum tghib yum t3ud
yum ashwag yum wrood
lilak lil lili nahar
galbak thlaj galbi nar

yum tghib yum t3ud
yum ashwag yum wrood
lilak lil lili nahar
galbak thlaj galbi nar

yum tghib yum t3ud
yum ashwag yum wrood
lilak lil lili nahar
galbak thlaj galbi nar

yum tghib yum t3ud
yum ashwag yum wrood
lilak lil lili nahar
galbak thlaj galbi nar

terça-feira, 26 de maio de 2009

Estilos: Zambra

O Zambra é o Flamenco Árabe, mais ou menos o que seria uma mistura do Flamenco com danças árabes, mais provavelmente, com a dança ghawazee. Para quem não sabia, os árabes (não exatamente "árabes", mas muçulmanos que falavam árabe advindo de povos dominados e islamizados do norte da África, em sua grande maioria) dominaram parte da Península Ibérica por 700 anos. Portugal não possui a mesma influência que a Espanha, pois conseguiu sua unificação no séc. XIII ainda, mas a Espanha permaneceu sob domínio islâmico até o séc. XV, quando a última cidade reduto árabe foi tomada: Granada. A Andaluzia, assim, foi e ainda é um grande exemplo de influência árabe no Ocidente, cidades como Córdoba, Granada, Cádiz ainda possuem - apesar da grande aversão espanhola por vários séculos aos árabes, ainda presente em intelectuais como Serafin Fanjul - várias marcas da presença muçulmana em sua arquitetura, organização social, idioma e cultura - aqui incluindo música, dança, festas típicas. O próprio Flamenco é contemporâneo do Zambra, ainda que não seja preciso dizer quem surgiu primeiro, e "quem influenciou a quem".

O nome Zambra vem do árabe "Samra", que quer dizer "morena". Este estilo é o que embalava as festas mouriscas (de "mouro" = bérbere = habitantes do norte da África), as quais sempre eram marcadas por muita alegria, palmas, algo bem próximo de festas ciganas, sendo um estilo característico da Andaluzia. Nesta região quatro povos trazidos pela dominação islâmica foram os principais veículos para esta fusão cultural: os bérberes, os turcos (provenientes de Damasco), os tartésicos (já estabelecidos em Guadalquivir, e descendentes das dinastias egípcias) e os ciganos (vindos do Egito, Índia e Europa Oriental).

O Zambra atualmente é uma tentativa de recriar este ambiente de comemoração, e suas apresentações são uma mistura de coreografia e improvisação. Em grupo elas são coreografadas, mas em solos elas geralmente são improvisadas. Os passos, como já comentara, são mistura entre o Flamenco e a dança do ventre "pé no chão" (nada de meia-ponta, arabesque, giros do jazz, aqui é dança do ventre ghawazee). Do Flamenco, temos os posicionamentos dos braços, a postura (ombros para trás, demonstrando valentia), o movimento das mãos (para fora, ao invés para dentro da dança do ventre), sapateado, palmas. Da dança do ventre antiga temos: as ondulações, camelos, tremidos, básico egípcio. Os deslocamentos são como os ciganos, algumas vezes as dançarinas pegam nas saias e a sacodem como ciganas, ou andam com elas na mão, cobrindo parcialmente o corpo. Nesta dança há também o uso de muitos acessórios: xales, leques, bastões, velas, e instrumentos como castanholas, facas, címbalos, pandeiretas, percussões, entre outros.

A roupa das dançarinas de Zambra é semelhante a uma roupa cigana, mas também podem ter a barriga descoberta. Sempre tem o quadril adornado por um xale ou por um cinturão de medalhinhas. A saia densa e rodada é característica, a maioria são saias ciganas, mas há variações. A parte superior que se alterna bastante, desde a um bustiê comum a blusas com longas mangas de babados, sendo também muito usadas blusas ciganas (aquelas fofas na manga usadas com as mangas caída no ombro, desnudando o colo). Algumas dançarinas adotam o estilo ghawazee para compor seus figurinos, com lenços de medalhinhas na cabeça e um visual mais carregado de adereços (moedas, miçangas, etc).

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Ritmos: Malfuf

O Malfuf (também chamado de Malfouf, e no Egito de Laff) é um ritmo bem forte, vibrante. Originário do Norte da África ele é conhecido no Brasil, não só pelas músicas árabes, mas nas próprias músicas brasileiras: pare para ouvir um forró, um baião, lá está o Laff! Eu tive o prazer e o orgulho numa aula de Brasil II na minha faculdade, de levantar a mão e dizer ao professor um dos ritmos que os árabes haviam incorporado na nossa cultura! Agora vocês sabem também! Masha'Allah! Mas em outro post eu falo mais especificamente sobre esta influência árabe no nordeste brasileiro!

O Malfuf é um ritmo de 4 tempos (2/4): DUM TATA DUM TATA. Ele aparece muito em solos de derbake e em músicas clássicas, além de - claro - estar bem presente no Melea Laff (não é à toa que este ritmo possui o mesmo nome no Egito: "enrolado", usado também como gíria: "enrolação"), possuindo ainda uma versão mais lenta no Raks El Shamadã (Dança do Candelabro). O Malfuf rápido aparece nas entradas e nas saídas nas músicas clássicas (sabe aquela parte que aparece no início e repete no final da música?), logo muito presente para deslocamentos. No geral ele é primordialmente usado para alternar momentos na dança (da entrada para o meio, do meio para o fim, entre os estilos no derbake, em mudanças de interpretação na música, etc), o que faz com que ele seja visto como um ritmo "ponte", ligando momentos diferentes da apresentação.

Aqui abaixo temos um Malfuf no derbake logo no início do vídeo, e abaixo um Malfuf na entrada e na finalização de uma música clássica interpretada pela dançarina Polímnia Garro.


domingo, 24 de maio de 2009

Tradução: Wala Laila

Tradução da música Wala Laila da Sherine Wagdy.



Wala Laila - Nem uma única noite

Oh, este meu desejo por você
Que tomou meu coração e o está levando para longe de mim
Eu te imploro
Tenha piedade do meu desejo e por aquelas noites

Não houve uma única noite que você esteve longe dos meus pensamentos
Meu amor, enquanto você estiver na minha cabeça
Me garanta que virá alguma dessas noites
Você me deixou com meus anseios e pensamentos

Eu amei suas noites sem sono e tudo que vinha de você
E meu coração não ansiava por mais nada, a não ser os seus olhos
E em todas suas noites de amor eu estive sonhando em te encontrar
E tudo que eu desejei para meu amor era encontrar você ao meu lado

Não importa o quão longe nós estivermos, com países nos separando
Nossa vez chegará e nós a aproveitaremos
E nós nos consumiremos no amor e na ternura desses dias
Dos quais as noites sempre irão nos unir.

Letra:

Ya shou'y e'lyeek
Ya wakhed alby
We mesafer be3eed 3anny
Amanna 3aleek
Men el a'shwa' We layaleeha la terhamny

Wala Leila Ghebt 3an khayally
Ya Habeebi Meneen Marooh fe bally
Tamenny 3aleek fe Leila yally
Betsebny Le shou'y we ensheghally

7abeet sahar layaleek we kol ma feek
Wala gheir le 3eneek eshta' alby
We tool layally hawaak ba7lam be lo'ak
We monaya 7abeeby 'ala'eek ganby

Mahma haneb'a be3aad we mabenna Bellad
Haygellna me3ad we yegama3na
We nedoob 7aneen we gharam we ne3eesh ayam
Dayman layalleeha betegma3na

Tradução: Enta 3aref Leeh

Tradução da música Enta 3aref Leeh da Ruby.


Enta 3aref - Você sabe o porquê?

Você sabe porque eu te amo
E porque seu amor é tão belo para mim?
Porque eu fico acordada até tarde
E porque eu me derreto pelos seus olhos e por seu amor
Desejando que esteja por perto?
Estou tão confusa,
Ohh, estou desse jeito que você vê
Você se preocupa, e suas preocupações são minhas também

Porque você está apaixonado
Louco e seu amor me preenche como o universo
E às vezes você não se dá conta
Que somos fortes e que meu coração está cheio de desejo
Meu amado, o mais precioso para meus olhos
Meu coração e minhas riquezas são canções
Que falam do meu amor por você, meu querido
Estou te chamando, venha até aqui
Tenho tanto a dizer
E sou toda ternura, paixão e amor
E minha espera por você não acaba, ela não vai acabar

Letra:

enta 3aref laih ba7ebak laih we7obak laih bye7lali
laih bas-har laih wadoub be3naik wa7ebak teb2a tawali
7ayran 3ala toul ahh keda
we mashghoul we 7alak yeb2a min 7ali

3alashan betkoun 3ashe2
magnoun we7obak leya mali el koun
webteb2a baree2 sa3at
we garee2 wala albi 3aleek beyhoun
ya 7abeeb albi ya ghali 3ala 3aini
we albi we mali ghena
3an 7obak youm ya seedi ana
ana banadeek ta3ala hena
tab ana 3andi kalam we kalam
we koli 7aneen we shou2 we gharam
we shou2i eleek wala beynam wala beynam

enta 3aref laih ba7ebak laih
we7obak laih bye7lali
laih bas-har laih wadoub be3naik
wa7ebak teb2a tawali
7ayran 3ala toul ahh keda
we mashghoul we 7alak yeb2a min 7ali

enta 3aref laih..enta 3aref laih..enta 3aref laih..

3alashan betkoun 3ashe2 magnoun
we7obak leya mali el koun
webteb2a baree2 sa3at
we garee2 wala albi 3aleek beyhoun
ya 7abeeb albi ya ghali 3ala 3aini
we albi we mali ghena
3an 7obak youm ya seedi ana
ana banadeek ta3ala hena
tab ana 3andi kalam we kalam
we koli 7aneen we shou2 we gharam
we shou2i eleek wala beynam wala beynam

ah...

sábado, 23 de maio de 2009

Ritmos: Masmoudi

O ritmo Masmoudi (ou Masmudi), de origem andaluza, é um grande conhecido das bailarinas. Este ritmo possui variações que o permitem encaixar desde em músicas clássicas até em dança ghawazee, hoje sendo visto também em músicas para a dança tribal.

O Masmoudi possui 8 tempos: DUM DUM TAKA TAKA TA DUM TAKA TAKA TA TAKA TAKA TA, tendo duas formas características: Masmoudi Kebir e o Masmoudi Saghir. O primeiro é chamado de "masmoudi de guerra" por apresentar uma cadência agressiva, sendo mais lento que o segundo. Já o Masmoudi Saghir é praticamente um Baladi, por utilizar a mesma estrutura com um tempo diferente (o Baladi tem 4 tempos, e o Masmoudi, 8. Há também quem diga que o baladi não é um ritmo, mas uma estrutura musical, por isso tanta associação com outros ritmos, mas isso fica para outro post!). Destes, o Masmoudi Kebir é o que mais se destaca nas músicas clássicas, sendo utilizado em solos, como uma quebra da música, para a dançarina fazer movimentos mais elaborados e com menor velocidade. Existe uma variação do Masmoudi Kebir que se inicia com 3 dums, chamado "masmoudi caminhando", que como o nome diz é usado para deslocamentos (DUM DUM DUM TAKA DUM TAKA TAKA TAKA TAKA TA ou então menor como DUM DUM DUM TAKA DUM TAKA TAKA).

Para encontrar o Masmoudi precisamos ficar atentos ao ouvir uma música clássica. Geralmente ele se associa aos deslocamentos e também aparece muito junto com Baladi. Para ilustar melhor este ritmo decidi colocar uma música clássica interpretada pela dançarina Luciana Nogueira: Nasma de Sayed Balaha! Abaixo também há um professor explicando o ritmo - em uma língua desconhecida - e temos uma ótima visualização através dos derbakistas, sendo primeiro o exemplo do Masmoudi Kebir e depois o Masmoudi Saghir.


quinta-feira, 21 de maio de 2009

Tradução: Bhebak Wala

Tradução da música Bhebak Wala da Najwa Karam


Bhebak Wala - Eu te amo, juro!

Eu te amo, juro!
Você cujo o amor marcou meu coração
Você maltratou meu coração
E colocou minha vida de cabeça para baixo
Continuo tentando esquecer onde estou
E não sei mais o que está havendo comigo

Deixe-me só em meus pensamentos
Seu amor é um terremoto
Que mudou meu interior
E isso não acontece com todo mundo

Meu amor me enlouqueceu, me tirou do sério
Eu não sabia que o amor era psicótico
Seu amor renovou minha vida
E me fez só encontrar paz em seu coração

Letra:

(bet7ebeni)
b7ebak wala3 - x2
yalli hawak b2albi entaba3

feek ensalab albi
w 3omri en2alab albi
kont bdeni sart bdeni
ya dai medri shobeni, shobeni

b7ebak wala3 - x2
yalli hawak b2albi entaba3

khaleeni b7ali
esra7 bkhayali
7obak ya 7abibi zelzal
kharbatli kayani
ghayarli zamani
7obak ma khater 3ala bal

kont bdeni sart bdeni
ya dai medri shobeni, shobeni
b7ebak wala3 - x2
yalli hawak b2albi entaba3

ganani gharami
2ablak ya gharami
ma3reft el hawa magnoon
7obak ya 7ayati
gadadli 7ayati
amarni b2albak kon

kont bdeni sart bdeni
ya dai medri shobeni, shobeni
b7ebak wala3 - x2
yalli hawak b2albi entaba3

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Tradução: Nour el Ayn

Tradução da famosíssima música Nour el Ayn de Amr Diab


Nour el Ayn - Querida, a luz dos meus olhos

Minha querida, a luz dos meus olhos
Você vive na minha cabeça
Eu te adorei por anos como ninguém mais na minha mente

Querida, querida, querida, a luz dos meus olhos
Querida, querida, querida, a luz dos meus olhos
Querida, querida, querida, a luz dos meus olhos
Querida, querida, querida, a luz dos meus olhos
Você vive na minha cabeça

Os mais belos olhos que eu jamais vi em todo o universo
Deus está com eles e na sua mágica
Seus olhos estão comigo, seus olhos são o que preciso
Seus olhos estão comigo, seus olhos são o que preciso
Vocês iluminam as noites

Seu coração me chamou e disse que me ama
Deus esteja com você, você me deu confiança

Com você isto é o começo, com você que começa toda a história
Com você isto é o começo, com você que começa toda a história
Estarei com você até o fim.

Letra:

habeebi ya noor el ein ya saken khayali
aasheaa baeali sneen wala ghairek fey bali
x4

habeebi habeebi habeebi ya noor el ein
aah habeebi habeebi habeebi ya noor el ein
x2
ya saken khayali

agmal oyoun fel kon ana shoftaha
allah aalaik allah aala sehraha
x2

oyounak maaya oyounak kefaya - x2
tenawer layali

habeebi habeebi habeebi ya noor el ein
aah habeebi habeebi habeebi ya noor el ein
x2
ya saken khayali

habeebi ya noor el ein ya saken khayali
aasheaa baeali sneen wala ghairek fey bali

albak nadani w al bethebeni
allah aalaik allah tamenteni
x2

maak el bedaya w kol el hekaya - x2
maak lel nehaya

habeebi habeebi habeebi ya noor el ein
ah habeebi habeebi habeebi ya noor el ein
x2
Aah

habeebi habeebi - x3
habeebi ya noor el ein
aah habeebi habeebi habeebi ya noor el ein
habeebi habeebi
aah habeebi habeebi

domingo, 17 de maio de 2009

Tradução: Boss Alaya

Tradução da música Boss Alaya da Dana Halabi.



Boss Alaya - Olhe para mim

Shhh, Shhhh, Shhh, olhe para mim, olhe
Shhh, Shhhh, Shhh, olhe para mim, olhe
Eu sou a Dana,
Eu danço,
Abra seus olhos
E você comerá um deleite turco

Você verá minha dança e minha sedução
E você será meu precioso
Todo meu amor e minha esperança serão para te mimar

Eu dançarei para você a dança do ventre
Não há ninguém melhor no meu país
Nós vamos comer e beber e dançar sensualmente (como as dançarinas do ventre)

Shhh, Shhhh, Shhh, olhe para mim, olhe
Shhh, Shhhh, Shhh, olhe para mim, olhe

E vamos conversar um com o outro
Eu cantarei para você, me ouça
Você verá minha dança e minha sedução
E será meu precioso
Todo meu amor e minha esperança serão para te mimar

Não, não, não, eu dançarei ao som do derbake e do riq (pandeiro árabe)

Sim, sim, sim, quando estou com ele
Sim, sim, sim, quando estou com ele
Estou o vendo olhando para mim
E eu estou sussurando para ele, e ele está sussurando para mim

Ele verá minha dança e minha sedução
E ele será meu precioso
Todo meu amor e minha esperança serão para te mimar

Eu sou uma dançarina do ventre para ele e esta é a minha dança do ventre
Não há ninguém melhor no meu país
Vamos comer e beber e, ohhh, dançar sensualmente

Shhh, Shhhh, Shhh, olhe para mim, olhe
Shhh, Shhhh, Shhh, olhe para mim, olhe

Letra:

hossi hossi hoss boss 3laya boss
hossi hossi hoss boss 3laya boss

2ana dana 2ana dandan
fata7 3einak takoul malban
7a tchouf ra2si w dalali w 7a teb2a 2anta ya ghali koli 7obi w 2amali w 2ana 7a 2edala3
7a r2osslak ra2ssi baladi da ma fich 2a7la mn el baladi 7a nakoul w 7a nechrab
netchakhla3
hossi hossi hoss boss 3laya boss
hossi hossi hoss boss 3laya boss
w 7a 2olak w t2oli
2aghanilak w tesma3li
7a tchouf ra2si w dalali w 7a teb2a 2anta ya ghali koli 7obi w 2amali w 2ana 7a 2edala3

la2i la2i la 7ar2oss 3ala tabla w re2


2ah wi 2ah wi 2ah lama 2akoun wayah

abass basslo yebass basslee
w ahmeslo yehmeslee

7a tchouf ra2si w dalali w 7a teb2a 2anta ya ghali koli 7obi w 2amali w 2ana 7a 2edala3
7a r2osslak ra2ssi baladi da ma fich 2a7la mn el baladi 7a nakoul w 7a nechrab

hoss hoss hoss boss 3laya boss
ma tboss
hossi hossi hoss boss 3laya boss
YALLA
hossi hossi hoss boss 3laya boss
ma tboss
ana dana ana dandan fata7 3enak takol malban .....

Ritmos: Maqsum

O Maqsum (também escrito Maksum) é o ritmo base de outros diversos ritmos, como o Baladi, o Said e o Ciftelelli. No mundo árabe, aliás, como explicado pelo mestre Anthar Lacerda em um dos seus workshops, esses ritmos não são nomeados somente por "said" ou "baladi", por exemplo, mas sim "maqsum said", "maqsum baladi". Se você estiver lá fora e pedir para um músico árabe tocar "said", ele vai entender na verdade que você quer que ele toque feliz (de sa'aid, سعيد!)!

O nome maqsum significa "cortado ao meio", possuindo 4 tempos. Na Tunísia, ele é chamado de Duyek, sendo exatamente o mesmo ritmo sem variações. A sua estrutura é semelhante ao baladi (este sendo considerado uma versão folclórica do Maqsum), mas sem os dois dums característicos: Dum takata dum taka. Na página do derbakista Pedro Françolin é possível ouvir as versões rápida e lenta deste ritmo, entre outros, em performances executadas por ele mesmo. O maqsum lento, para alguns estudiosos, é considerado parecido com o masmoudi, porém menos longo.

O Maqsum é um ritmo muito utilizado, e também muito conhecido aos ouvidos de quem dança, e bem característico nas músicas árabes. Para expor melhor este ritmo, encontrei um vídeo da Saida, que o apresenta muito bem para a dança, mas uma pena que não encontrei o vídeo que Mario Kirlis explica o ritmo (eu tinha esse dvd!!! É o Bellydance Instructive Saida & Mario Kirlis)... Ok, aqui está:

sábado, 16 de maio de 2009

Ritmos: Ciftelelli

O ritmo Ciftelelli (também chamado Chifteli, Chiftelelli, Chifteleli ou Tsiftetelis), considerado majoritariamente como de origem turca, é um dos ritmos que menos se comenta aqui no Brasil, até porque são poucas bailarinas que dançam os estilos que correspondem a ele.

A base do Ciftelelli é parecida com a do maqsum, porém marcado por uma cadência diferente e lenta: DUM TAKA TA TAKA TA DUM DUM TA. O Ciftelelli é um dos ritmos-base que acompanha o taksim (improvisação melódica de um outro instrumento, que não a percussão), sendo encontrado também em músicas clássicas. Existe no Egito uma variação mais simples dele e também mais lenta denominada Wahda Khabir ou Wahda Wa Noss, este mais comumente presente nas músicas clássicas, e com a estrutura: DUM TAKA TA DUM TAKA.

O nome Ciftelelli é uma derivação do grego arcaico "diphuatila" que significa "duas cordas". Esse nome tem origem do instrumento que originalmente compunha este ritmo, o "baglamá". O nome Ciftelelli também corresponde à denominação da dança do ventre na Grécia, por essa se compor de estilos bem diferentes do padrões libaneses e egípcios, e consequentemente do resto do mundo. A dança do ventre grega/turca, dizem os estudiosos, se compôs não só com presença otomana em seu território, mas também com a junção de danças ritualísticas da época da Grécia Antiga... Além da dança do ventre, o ritmo Ciftelelli também é utilizado numa dança para casais, no qual o homem fica "admirando" os movimentos sinuosos da parceira! Haja tcham!

Depois de muito procurar no youtube, não consegui um só estilo de dança para representar o Ciftelelli, assim aqui estão dois bem distintos entre si para que possam apreciar! O primeiro é uma apresentação bem coreografada de moças muy respeitáveis, e a segunda é o exemplo do Ciftelelli numa dança de casais pra lá de sensual! Que versatilidade!

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Instrumentos Musicais: Pandeiro Árabe

Segundo Vitor Abud Hiar, o pandeiro árabe pode ser considerado o pai do pandeiro moderno ocidental. Alguns estudiosos acreditam que ele seja uma derivação do instrumento bendir - pandeiro beduíno sem címbalos para a composição do ritmo Mesarfe Shabi - assim como é o mazhar. No Líbano o pandeiro árabe é conhecido como daff, e no Egito como Riq (nome mais usado mundialmente). Eu sinceramente me habituei a chamá-lo de daff!

O pandeiro árabe é composto por um corpo de madeira revestida por madrepérolas, revestimento de pele de carneiro ou peixe, e um conjunto de cinco címbalos duplos. Existem alguns pandeiros que utilizam material sintético no revestimento, devido à fragilidade do pandeiro com a umidade do ar, porém seu som não oferece as mesmas variações que um feito de forma original. No Egito todos os riqs são feitos à moda antiga, por isso são considerados os melhores.

Por possuir uma vibração curta, com sons agudos e secos, o daff é chamado de "pandeiro tenor". A sua utilização é um sinônimo de "ostentação", pois é ele que dá corpo e revelação ao ritmo, compondo frases rítmicas não possíveis para um derbake. Vitor Abud Hiar dá dicas de como explorar estas frases no momento mais oportuno:

1 - É necessário conciliar o som agudo dos címbalos com o som seco do revestimento, ou seja, não somente se deve "tirar o som" do daff, mas individualizar e harmonizar os dois sons que se produzem dele.

2 - O daff pode ser utilizado, basicamente, de 3 formas: utilizando todos os címbalos e a membrana de couro; utilizando parte dos címbalos e a membrana de couro; e utilizando apenas a membrana de couro... Parece meio óbvio, mas conforme as coisas complicam a gente percebe o porquê dessa distinção!

3 - O dum, a batida grave do daff, pode ser produzido somente tocando a membrana do instrumento com o indicador ou então no címbalo próximo ao dedo anular juntamente com a membrana.

4 - Para se tocar o címbalo existem 4 formas: tocando-o preso; tocando-o solto; repique trigêmeo; e repique comum. O repique é o balançar mesmo!


5 - Existem dois movimentos básicos para se tocar o daff: o 1º utiliza menor intensidade (os sons tá e ká) e o repique dos címbalos. O 2º também é utilizado para variações de menor intensidade e forma ritmos como o baladi (Dum Dum tá ká Tá Dum tá ká Tá tá ká Dum Dum...)

Assim, o daff é basicamente utilizado dessa forma:

Dum: Dedo indicador no revestimento. No centro, esse dum seria mais seco e com pouca vibração, sendo mais utilizado no ritmo Cifteleli.
Ká: Batida na borda do daff com o dedo médio
Tá: Batida no címbalo com o dedo anular.

Ah sim, dançarinas, não se preocupem em aprender a tocar e a dançar!! O pandeiro árabe é um acessório na dança do ventre, mas não é o mesmo daff de um profissional! Ele, na dança, tem apenas caráter simbólico, sendo mais pesado e com címbalos com menor sonoridade.

Para quem quer aprender a tocar - Eu!!!! - é importante ter cuidados especiais com seu querido instrumento. Nesse caso é importante hidratar com creme o revestimento: cinco gotinhas são suficientes! E também evitar expô-lo ao calor excessivo! No demais, é só ter carinho e dedicação, que ele será de muita serventia!

Aqui embaixo o exemplo de um baladi no daff!

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