sábado, 31 de outubro de 2009

Instrumentos Musicais: Derbake

Música árabe sem derbake? Até existe, mas o som deste instrumento é a essência de uma música árabe, ao menos para nossos ouvidos ocidentais!

Este instrumento proveniente do Oriente Médio (alguns dizem que do período neolítico!), possui variações de nomes e de estrutura dependendo da região e do país em que se situa. Segundo o derbakista Pedro Françolin, por exemplo, derbake, derbak, durbak ou dirbakki são nomes utilizados na Síria, Jordânia, Líbano e Palestina. Já Tabla é o nome egípcio, sendo um instrumento semelhante ao derbake. Na Turquia seu nome é Darbuka, também diferente do derbake original em sua estrutura, por ter aros e parafusos de afinação em seu interior; e por fim, no Iraque, ele é o Dunbug ou "tabla iraquiana", que diferentemente dos demais que possuem 15 cm de comprimento de pele, ele possui 3 cm, servindo para entoar o soudi, ritmo tradicional iraquiano.

O derbake pode ter o corpo de madeira, barro ou madrepérola. Os primeiros são os tradicionais, forrados com pele de animais, entretanto esse tipo de pele possuía o inconveniente de necessitar aquecer o instrumento para afiná-lo quando o clima estava frio. Hoje existem derbakes com forro de pele artificial de nylon ou então com estrutura de alumínio, ainda assim é possível encontrar com pele de carneiro ou de peixe.

Cada região do derbake é específica para um som: DUM é no centro, TA ainda é na pele, mas no canto, e o KA é no corpo, na borda, seu som precisa ser o mais estridente. O derbake, como todo instrumento de percussão, é quem dá o ritmo da música, essencialmente todo derbakista deve conhecer os ritmos, mas ele também pode florear, isto é, entre uma frase e outra, o derbakista pode inovar com frases mais elaboradas, alterar o tempo da batida e até mesmo inserir batidas sem se atrelar a qualquer ritmo.

Quando a dançarina está num solo de derbake, ela e o derbakista precisam ter uma conexão, algo como "pergunta e resposta". O ritmo que o derbakista "produzir" precisa ser interpretado pela bailarina, e eles podem tanto estar em sintonia como estarem se confrontando. Eu digo isso porque já vi muitas bailarinas sendo realmente "desafiadas" num solo de derbake! Como minha professora dizia: "Se o derbakista não for com a sua cara, você está 'perdida'!" (não exatamente com essa palavra...)." O que ele tocar deverá ser automaticamente lido, então ele pode desafiar a bailarina com as nuances e os ritmos mais escabrosos. Para não passar por um momento "no limite", é bom conhecer os ritmos para saber identificá-los e dançá-los corretamente, assim como ter calma e saber "disfarçar" com aquela tremidinha lenta básica ou uma paradinha charmosa quando o ritmo não estiver evidente, ou for um floreio. Nada de cara de "ai meu Deus", o sorriso dá a impressão que você está linda, leve e solta, mesmo que esteja querendo esganar o derbakista.

Aqui abaixo o derbakista Joussef Bichara em um solo extremamente floreado. Tentem dançar ouvindo o vídeo pela primeira vez, e percebam se o ouvido de vocês está afiado nos ritmos e nos floreios! Boa Sorte!



E claro! La diosa: Saida! Abalando no solo de derbake!

Ritmos: Falahi

O Falahi (ou Felahim) é um ritmo egípcio, que segundo a dançarina Hayat el Helwa, provém de uma espécie de confraternização dos camponeses egípcios, quando iam preparar a terra para a colheita. Este ritmo é uma variação acelerada do Maqsum, e pensando um pouco com este exemplo da Hayat, provavelmente começaram tocando Maqsum, e na empolgação transformaram num ritmo novo: o Falahi (viagem de Celia, pelo amor de Deus, não é nada científico! ^^).

O Falahi segue a estrutura 2/4: DUM TA TA DUM TA. Ele está presente em músicas clássicas, modernas, solos de derbake e especialmente para compor o folclore Ghawazee e o próprio folclore Falahi. Nas músicas clássicas e nos solos de derbake, este ritmo surge para acelerar a performance, e no folclore... Bem, no folclore é mais específico!

No folclore Ghawaaze, praticamente ele é a base da música, assim também como no Falahi Folclórico, este possuindo ainda variações, como a dança das flores, a dança do jarro e a dança dos pescadores Muitas dançarinas veem esses dois folclores como um só, o que seria no final Ghawazee com jarro ou Ghawaaze com flores, mas quando pensamos nas origens de cada povo, não faz lá muito sentido: Ghawaaze são ciganos originários da Índia e Falahim são camponeses egípcios! Não que isso impeça de uma ghawaaze dançar com flores ou o jarro, mas se focarmos na origem do ritmo com a origem do folclore, temos dois estilos diferentes. Mas isso fica para um post sobre folclore!

O ritmo Falahi tem uma batida marcante, o que quero dizer com isso: ao ouví-lo, por mais que andemos ou façamos movimentos elaborados com os braços, nosso corpo sempre se conecta ao acento do ritmo, seja pela marcação com os quadris ou com as pernas. Então, não o ignore!!

Para exemplificar este ritmo uma só música em dois vídeos: a primeira é um grupo feminino dançando a Dança do Jarro, e o segundo é um grupo egípcio com três homens e uma mulher dançando o Falahi "puro". Masha Allah! (O nome da música é Halawa).


sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O "gRamour" na dança do ventre!

Quando vemos uma bailarina maravilhosa, linda, uma diva, o que pensamos? Nossa, essa mulher entra poderosa e sai poderosa quando vai dançar... Será mesmo?

Quantas de nós não fazemos caretas, damos pitis básicos, nos prendemos no véu, tropeçamos na barra da saia, e até fazemos a "dança do siri" por trás dos bastidores? Pode ser numa aula, atrás do palco ou... Numa gravação para um DVD! Nos primeiros casos, a cena cômica ficará na memória de quem a assistiu, e no DVD vai para os "erros de gravação"!

Então, em homenagem às bailarinas com senso de humor à flor da pele, e praticantes dos micos básicos do excesso de "gRamour", temos um vídeo do DVD "Adventures in Belly Dance: By Dancers for Dancers" em que temos nossas companheiras representando a classe!


E este aqui também é foférrimo: atrás dos bastidores de uma produção das Bellydance Superstars (Aparentemente é a TV Dança do Ventre - Belly Dance Television Volume 1)! Não é exatamente sobre erros durante a dança, mas mostra os erros e as cenas cômicas na hora de preparar uma filmagem. Mesmo para quem não fala inglês, é bem engraçado de se assistir, a Ansuya é demais! (Pena que não tenho din din para participar do workshop dela no Rio de Janeiro... snif snif)


Eu não gosto de mostrar a desgraça alheia, mas as coisas podem ser piores do que errar por trás das câmeras ou dos bastidores! Imagine errar na frente de todo mundo? Olha aí a pobre:


Por isso, meninas, contenham-se nos mais belos giros, solte-os quando você tiver certeza de onde está pisando (ou para onde irá pisar!).

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Professoras de Dança do Ventre: Hanna Aisha


Mais uma dica de professora de dança do ventre no Rio de Janeiro: Hanna Aisha! Nossa mais ávida comentadora de posts! Na dança do ventre desde 2000 e formada pela dançarina Shaira Sayaad, já acumula diversos títulos e prêmios por sua perfomance na dança do ventre. Além desta arte, Hanna também dá aulas de Folclore Árabe.

Professora: Hanna Aisha - Certificada pelo Sindicato dos Profissionais da Dança do Estado do Rio de Janeiro
Local: Escola Kelimaski - Rua Marechal Trompowski, 103 - Muda - Tijuca – RJ
Referência: Perto do Largo Prof. Gondim Neto
Contato: (21) 2268 0450/3286 5208

Aqui abaixo a apresentação de sua aluna Vanessa Miranda no III Festival Nacional de Danças Árabes Shaira Sayaad, 2º lugar da categoria amadora.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Como ser uma dançarina do ventre famosa!

Queridas seguidoras do blog, nas minhas andanças pelo google, encontrei um artigo da dançarina norte-americana Amaya, que fala sobre as preciosas dicas que aprendeu para ser uma famosa dançarina do ventre. Bem, eu não conheço a Amaya, será que ela é famosa ao menos nos EUA? De qualquer forma, ela tem uma carreira de 18 anos, assim eu julgo que estas dicas devem ter servido para alguma coisa, né?

Assim vou traduzir aqui abaixo as palavras dela:

Originalmente publicado em The Chronicles Magazine

Muitos anos atrás, uma conhecida dançarina me deu um conselho: "Amaya, você pode ser famosa se apenas seguir umas simples regras." Eu era despreparada, um bebê na dança do ventre, completamente ingênua sobre a diplomacia e o objetivo empresarial do meio da nossa dança. Eu a ouvi ansiosamente. "Primeiro de tudo", ela disse, "você deve ter um guarda-roupa bem caro. Você não usa jeans sempre. Assim também você deve sempre deixar a plateia esperando: chegue sempre atrasada. E terceiro, não seja amigável. Você deve ser muito exigente."

Humm, este conselho, dado num tom bem dramático, era exatamente o oposto do que eu realmente era. Ela estava falando sério? Esta professora era uma das cinco estrelas responsáveis pelo estúddio de dança em Austin, Texas, há mais de vinte anos. Ela, acabou se tornando uma professora de dança infernal. Ela realmente fazia tudo isso mencionado acima.... comigo! Ela exigia dois tipos de babyliss (enrolador de cabelos), uma manicure de plantão para reparar uma unha quebrada, uma dieta especial, dinheiro extra (!), minha assistência pessoal para ajudá-la a colocar o vestido, e mais. Porém domingo à noite, eu estava com os nervos à flor da pele na minha varanda, jurando que jamais me dedicaria a ela de novo. Mas eu nunca fiz isso e finalmente ela sumiu do nosso meio de dança, assim como a sua fama...

Assim, ser famosa não tem nada a ver com isso! Longevidade, força de vontade e paciência são virtudes necessárias. A dançarina mundialmente famosa de Flamenco, Maria Benitez, uma vez disse para mim: "Amaya, leva no mínimo 20 anos para se construir uma carreira na dança, e só então os artistas começam a se estabelecer." É verdade. Num tempo em que há mais dançarinas como nunca antes, mais informação na internet, milhares de DVDs, multidões de vídeos, uma miríade de ideias de figurino, intercâmbios globais, é difícil caminhar no topo deste incrível amontoado de pessoas talentosas! Se você é uma dessas pessoas se perguntando que direção tomar, aqui há algumas sugestões:

1 - LEIA! Você quer ser nacionalmente famosa? Então leia as notícias na internet ou assine uma revista especializada. Num nível internacional, você pode se tornar assinante de revistas australianas, inglesas, alemãs ou francesas de dança do ventre. Há locais de dança do ventre em todo lugar, até em Cingapura! Escreva artigos e/ou revisões para uma revista. Leia as notícias da dança do ventre local. Agradeça e comente nos artigos. Responda e-mails!

2 - CONHEÇA O MEIO DA DANÇA DO VENTRE! Especialmente se você possui algum tempo livre da dança, familiarize-se com as últimas tendências. Você não será levada a sério como dançarina se estiver vestindo um figurino ultrapassado ou dançando uma música da década de 60 (Observação minha: aqui no Brasil existem as dançarinas clássicas, que são exatamente aquelas que buscam dançar as músicas mais antigas e tradicionais, o que parece ser antiquado ao padrão norte-americano...). Goste de todas as artes, mas aquelas que são vividas, respiradas e envolventes. Fique informada e atenta aos shows que acontecerão na cidade, no país ou no planeta, veja o que está acontecendo lá fora.

3 - NÃO PERCA CONTATOS. Muitos dos convites que vendemos (dos shows) são para "gente da casa". Nós somos um grupo muito incestuoso! O caminho para o sucesso está geralmente além dos nossos amigos e colegas. Propor um negócio com o dono daquele restaurante não vai te levar muito longe... Mas faça o mesmo com as suas amigas de dança e você poderá ser "contratada" por essas amigas! Uma pessoa de negócios pode propor aquele grande contrato num curso de golfe - nós dançarinas podemos obter um "grande contrato" em almoços, seminários de dança, etc. A melhor dançarina não é sempre aquela que tem um contrato ou faz muitos shows. Quem tem isso geralmente é a dançarina mais "antenada" ou aquela que se molda aos desejos do público e assim consegue o emprego. Estando tudo em ordem, amigos sempre arrumarão contratos para amigos.

4 - PARTICIPE DE EQUIPES! Eu vejo grandes esforços de equipe junto ao pessoal do Rakkasah. A empresária Shukriah percebe quando se pode ter um bom relacionamento com uma dançarina ou se a estão fazendo puxar seus cabelos. Isis do Ya'Hallah também tem uma grande equipe de assistentes. No meu próprio festival, Shake & Bake, eu dependo de minhas "Amaya Angels" para me ajudar nos fins de semana. Quando é o momento de dar descontos, vagas de dançarinas, vaga de professoras, quem você acha que tem a preferência? Para ser notada, considere oferecer seus talentos como uma troca ao invés de como uma dançarina paga. Isto fará com que você tenha a preferência do empresário. Além disso, os empresários estão sempre preocupados com o orçamento, pois ao contrário de outras artes, a dança do ventre geralmente não tem patrocinadores ou financiamentos, que outras companhias geralmente conseguem. O financiamento e o apoio geralmente vêm de uma pessoa privada. Participar de todos os eventos na sua região, independente da sua pretensão pessoal, e selecionar eventos VIP no país, podem te ajudar a crescer na carreira. Não importa se é no Egito, em Nova Iorque, Des Moines, ou na sua vila local, saiba quem são os "responsáveis" (Movers & Shakers) na sua região. Chame-os para almoçar, deixe-os saber que você quer brilhar. Deixe-se disponível para caso eles precisem de sua ajuda, o que cai em...

5 - SEJA VISTA no palco ou pela plateia. As pessoas que estão além da sua região precisam te ver para que você se torne conhecida. É altamente improvável que você seja descoberta numa sorveteria no estilo "Lana Turner" ou mesmo num restaurante. Assim como a "coca-cola" e a "sony", você precisa ter um nome reconhecido. De qualquer forma, tenha certeza que seu nome artístico é atraente e fácil de se lembrar.

6 - SEJA DIFERENTE! Uma vez que você aprendeu os passos básicos... Aprenda a usá-los da sua maneira e torne-os especiais na sua apresentação. Nesse caso, não me refiro a um corpo, rosto ou roupa atraentes, e nem a um talento técnico. Eu quero dizer: o que é único para você? Como você pode aprimorar e dividir isto com o mundo?

7 - SEJA UMA NEGOCIANTE ESPERTA. No mundo de hoje, você não será levada a sério se você não tiver um website, e-mail e ter uma noção básica de informática. Para ser uma artista de sucesso, você precisa de um trabalho profissional que fale sobre você: biografia, cartão de visita, fotos são alguns requisitos mínimos. Retorne ligações no menor espaço de tempo. Tenha bons livros de finanças. Que você ou um assistente lidem com seus contratos e negociações; saiba com antecedência suas : a) taxas mínimas absolutas; b) taxas médias, e também c) taxas que você gostaria que existissem. Certifique-se em pedir todas elas. Uma destas opções geralmente pode acontecer.

8 - ENCONTRE UM(A) MESTRE(A). No início do sec. XIX, havia sociedades para guiar e treinar os jovens para serem ferreiros, fazer ferraduras e muitos outros ofícios. Os mais velhos deviam ensinar suas especialidades para a próxima geração. Hoje temos escolas e professores para o mesmo. Ainda assim, para nos especializarmos em um campo, geralmente precisamos de alguém que ofereça uma ajuda. Eu tive uma ajuda com meu mentor, Bert Balladine. Ele me deu conselhos quanto as minhas roupas, estilo de dança, maquiagem, posição dos dedos, o comprimento da minha saia... Tudo! Para este texto em particular, eu trarei uma ideia dele: ele é objetivo, generoso, espirituoso. Muitas vezes eu percebo o quanto fui sortuda em tê-lo em minha vida.

9 - SORTE, também chamada de destino, acaso, chance, serendipidade, "timing", estar no lugar certo na hora certa. Geralmente a fama acontece porque sua unicidade é perfeita naquele momento particular da história da dança. Não há nada que prepare ou explique ou faça que isto aconteça. Se for para acontecer, acontecerá.

10 - TALENTO. Por último e o mais óbvio, você deve ser capaz de dançar. Realmente dançar. Não apenas uma boa dança, não apenas uma dança regular. Não apenas porque seu namorado diz que você é ótima. Seja realista quanto à sua técnica. Vá à um especialista para ter um feedback objetivo em seu talento para a dança.
Com com os reforços acima, você poderá a ter uma presença no mundo da dança. E evite as armadilhas das ideias antigas de fama, vá em frente, vista seu jeans legal, chegue na hora certa e seja gentil com as pessoas. Aproveite o processo e a jornada... Os amigos e as lembranças que você vai fazer ao longo do caminho são inestimáveis.


Então é isso, meninas. Espero que a opinião de Amaya sirva mesmo para nos ajudar a ter sucesso, caso queiramos realmente embarcar na dança do ventre como profissão e montar uma carreira sólida. É claro que temos que ler suas impressões não tão ao pé da letra, porque elas se referem ao contexto que ela vive, ainda assim, no geral, acredito que servem para nos dar uma ideia do investimento que temos que fazer para criarmos a nossa marca como dançarinas.

Aqui abaixo a Amaya dançando...

Tradução: Püf

Tradução da música Püf do Murat Boz.
OBS: É uma "digressãozinha" do mundo árabe, mas é que adorei essa música turca! Agradeço ao meu amigo Marco Pinto, especialista em língua e cultura turcas, por me ajudar a compreender este contexto!


Püf - Puf!

Eu não tenho mais tanta força
Estou conscientemente exausto
Sou seu amante assim como "o louco" (louco = Mecnun, amante mítico turco), mas estou decaindo dia a dia
Eu te amo tanto que adoeço, deixei este amor impresso em mim
Meu coração bate "tum-tum", sou seu prisioneiro neste coração

Diga "puf!", assopre, estou queimando
Estou derretendo em chamas, como uma vela
Este coração esteve louco por muito tempo
Estou fumegante por você
Por seus olhos castanhos, seus olhos, imagem do meu amor

"Tütütütü" (esta expressão é usada para afastar mau-olhado), que Deus te proteja do mal
Deus te fez muito bela
Suas formas, seu desejo desordenado está queimando desde o chão até o céu
"Tütütütü", que Deus te proteja do mal
O fim da minha paciência é o bem-estar (provérbio turco)
Você será minha, com certeza

Leve tudo o que me pertence, deixe esta vida ser sacrificada por você
Eu mostro muito respeito por você, eu te farei a coroa da minha cabeça, acredite
Estou doente por esta paixão, mas no entanto estou pior por estar sem você
Os olhos do amor são cegos, venha e me resgate desta dor

Não sou como aqueles apóstolos que você conhece, minha bela
Sou alguém que morreria pelo amor, se eu amo, eu cravo este amor em meu coração
A timidez em excesso aborrece o amante, não me julgue sem importância
Venha logo, não me abandone!

Letra:

kalmadı tahammülüm gücüm gözgöre göre tükeniyorum
mecnun misali pervanenim ama günbegün soluyorum
hastayım sana ben tescilli vurgununum
küt küt atıyor kalbim gönül tutuklunum

püf de üfle yanıyorum
mum gibi alev alev eriyorum
hanidir bu gönül divane
senin için tütüyorum
kaşına gözüne boyuna posuna yavrum
tütütütü maşalah
bi hayli özenip bözenip yaratmış seni Allah
endamın havan yakıyor yeri göğü
tütütütü maşalah
sabrın sonu selamettir benimsin inşallah

al varımı yorumu feda olsun sana bu can
el üstünde tutarım başıma taç ederim seni inan
hastayım ama gel görki sensiz halim duman
aşk bu gözü kör gel kurtar beni bu azaptan

ben o bildiğin havarilerden değilim güzelim
aşk için ölenlerdenim sevdim mi tam severim
fazla naz aşık usandırır ya hafife alma beni
elini çabuk tut acilen bence kaçırma beni

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Como fazer um véu

"Véu", na verdade, é um nome chique para aquele pedaço de tecido que a dançarina de dança do ventre usa em suas performances. Dançar com um véu é como dançar com um parceiro, já que ambos trabalham juntos para estabelecer uma harmonia entre si e com a música.

O primeiro passo para fazer um véu é decidir a cor e o material. Você já pode ter até um lenço de quadril que tem uma cor de que gosta muito ou uma roupa que precisa de um complemento. Os materiais mais comuns para véus são os seguintes, com seus prós e contras:

Chiffon: o tecido mais popular e o melhor para iniciantes. É leve, transparente, encontrado em diversas cores e barato.
*Desvantagens: O chiffon pode ser um pouco leve demais para uma performance solo (no entanto, existem outras qualidades desse tecido que podem ser diferentes).

Cetim: É um tecido que flui bem e também é encontrado em uma ampla gama de cores.
*Desvantagens: Por não ser transparente, o tecido pode bloquear sua visão da platéia e a visão desta em relação a você.

Seda: o melhor para performance solo. A resistência do ar sobre o tecido e maneira como ele parece flutuar dá mais vida à coreografia.
*Desvantagens: o tipo mais grosso de seda requer um maior esforço na hora de movimentar o tecido, fazendo com que você canse mais os braços. Além disso, a seda não é transparente, ainda que seja excelente para realizar os movimentos, como já foi dito. A seda é o tecido mais caro para véus.

Para ter certeza de que um tecido "flui" bem, desenrole alguns metros dele na própria loja em que você pretende comprá-lo. Balance-o, faça algumas algumas ondulações, segurando-o pela ponta. Assim, você vai logo perceber se é o que você está procurando.

O próximo passo é comprar o comprimento certo. A melhor maneira, é medir sua altura e somar a ela cerca de 60-80cm. Então, se você tem 1,60m, por exemplo, deve comprar um tecido com cerca de 2,20m a 2,40m de comprimento. Lembre-se também que as lojas podem ter diferentes tamanhos para a largura do tecido. Se você é baixinha como eu, não exagere na largura, ou você corre o risco de tropeçar o tempo todo na hora de dançar.

Bom, então você tem um tecido lindo na cor que você mais gosta... e agora? Agora está na hora de fazer uma bainha. Calma, não precisa se descabelar se você não sabe costurar. Para isso existem aquelas costureiras maravilhosas que fazem tudo em 5 minutos! Assim você evita que seu véu desfie com facilidade.

Você ainda pode enfeitá-lo, colando ou costurando lantejoulas ou paetês por toda a borda do tecido, se preferir. Mas isso é assunto para um outro post. Por enquanto, divirta-se com o seu véu!

Fonte: http://www.happyhipsbellydance.com/articles/How_To_Make_A_Veil.html

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Nancy Ajram agora é embaixadora da UNICEF!

A cantora libanesa Nancy Ajram foi nomeada embaixadora da boa vontade pela UNICEF em favor das crianças pobres do mundo.

Pelo visto, o cd Shakhbat Shakhbit não foi só uma aposta no mercado infantil, como todo um investimento para vincular a imagem da moça à causa das crianças. A cantora, que já foi comparada à Britney Spears, desde que se casou e teve sua filha, passou cantar para o público mirim, ou seja, é a nova Xuxa do Líbano.

Agora Nancy pretende vincular a sua imagem e sua carreira a esta causa humanitária, de modo a trazer a atenção do mundo para ela. Segundo palavras da cantora: "É a primeira vez que sinto que estou fazendo alguma coisa para os outros, que estou usando a minha fama para os outros, para ajudar as crianças". Boa sorte, Nancy!

Fonte: http://www.middle-east-online.com/english/?id=35176

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Modelitos Bizarros das Dançarinas Egípcias

Tudo bem que na dança do ventre nossos modelitos não se restringem ao cinturão e bustiê, nós podemos variar nos modelos de saias, usar calças, optar por usar ou não cinturão, variar nos tipos de bustiê, mas que pedaço de pano é aquele que as egípcias desfilam em suas apresentações? Elas parecem ter um critério de moda mucho loco, algo que beira a falta de bom senso!

Quando nos deparamos com estas estrelas mal-vestidas, nos perguntamos: o que fez esta criatura achar que esta roupa está valorizando a sua performance? Bem, logo também concluímos que não é bem a dança que ela está buscando valorizar, parece que a plateia está querendo ver outra coisa, as curvas das dançarinas. Para tal, minissaias, tops, roupas aperrrrtadas até prender a circulação e um quê brega. Fico imaginando o agente dessas bailarinas dando a dica: "Na próxima vez se vista mais ousada", e depois de milhares de "dicas", por fim só se a bailarina vier "vestida" com três "post-it" tampando as devidas partes! E se o problema fosse só a "ousadia"! As dançarinas se esmeram em ganhar o título "rainha do brega", para isso lantejoulas, brrrrilhos em todos os poros, cores forrrrtes, e claro: desenhos escabrosos nas roupas (ou então elas mesmas desenhadas ao estilo psicodélico!).

Mas quando foi que surgiu esta tendência? Bem, no início da década de 90, três dançarinas muito conhecidas começaram a se destacar de uma forma peculiar: Dina, Mona Said e Nagwa Fouad. O que havia de exótico nelas? Claro, os modelitos reveladores e inusitados! Em 1992, Dina e Mona Said, não satisfeitas com as roupas diminutas, começaram a usar calças de lycra! Em 1994 (como podemos ver na foto ao lado), novamente não satisfeita, Dina passou a unir seu famoso vestido justo com o shortinho básico, e claro, com um corte enviesado para dar o tcham e presilhas cobertas de strass. Ah sim, esta fotinho é um furo de reportagem: o botão do decote se soltou e ficou essa abertura aí para a alegria da rapaziada. A pobrezinha ficou um bom tempo tentando prender novamente o decote! Dentre outros modelitos de Dina, temos vestidos mais do que reveladores, se este decote se abriu "sem querer", não podemos negar a intenção de mostrar outras partes de seu corpo, nos vestidos transparentes (ao menos ela usa calcinha! Boa moça!), com pouco tecido, e cores e estampas vibrantes (laranja florescente e estampas de flores, frutas, até mesmo as mesmas em miniatura).

Mona Said também não fica atrás de Dina no quesito "breguice ousada", claro também com mais detalhes ainda! Um carro alegórico ficaria com inveja das roupas de Mona! Essa aqui não diva nada, é perua mesmo!! Segundo relatos de Leyla Lanty, uma dançarina norte-americana que a viu dançar ao vivo, certa vez Mona entrou no palco com a roupa decotada nas cadeiras (primeira foto acima), os músicos quase perderam a concentração, a expressão deles foi de imensa surpresa, e profissionais que eram, não perderam o ritmo! Músicos egípcios agora têm que tocar esperando qualquer coisa, meninas!

E por fim, claro, Nagwa Fouad! As breguices e situações inusitadas, acho que esta foto ilustra muito bem: vestido de baladi preto transparente, bustiê e microssaia de um tecido extremamente brilhante e colorido fosforescente, e para chamar ainda mais a atenção, subiu numa cadeira para dançar! Segundo relatos narrados por Leyla, numa de suas performances com esta "ropitcha", um homem a mandou descer do palco para se vestir, porque ele tinha trazido a família para ver o show. Nagwa mandou a banda parar de tocar, desceu do palco, subiu na mesa do homem (!) e mostrou que a roupa dela cobria todo o corpo (esse tecido aí transparente). O que aprendemos com esta "lição": não importa se muitos ficarão chocados, o importante é que o show deve continuar (ao menos nos Night Clubs egípcios)!

E existem brasileiras adotando semelhantes figurinos? Sim, existem, infelizmente... A última que ouvi falar - graças a Deus não precisei testemunhar isso - foi uma dançarina com top e saia jeans, devidamente bordados, em que a moçoila ainda se atrevia a fazer arabesques... Sinceramente: poupe-me!!! Claro que existem muiiiiitas dançarinas que acreditam que "o que é bonito tem que se mostrar", mas acho este ditado uma grande desculpa para se mostrar de tudo, e que independente dos gostos pessoais de cada um, acaba vulgarizando a dança do ventre. Dança do ventre é vulgarizada no Egito? Ô se é! Lá dançarina do ventre tem um sinal de igual ao lado das prostitutas. Não se iludam com brilhos, plumas, strass, lá a coisa tá feíssima, é preciso muito cuidado e muitos anjos da guarda para se trabalhar decentemente no Egito.

Mas é isso, fica a dica de se valorizar e valorizar a nossa dança. Se você é uma dançarina linda, excelente, use uma roupa que mostre o que você tem de bonito sim, mas não mostre algo que vá confundir o objetivo da sua dança. Vamos dançar para sermos admiradas, não somente assediadas!

Aqui abaixo Nagwa Fouad num dos seus momentos psicodélicos:

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sábado, 17 de outubro de 2009

Tradução: Wala Wahed

Tradução da música Wala Wahed do Hakim (cantada por Tony Mouzayek com o nome "El Hob Nadami") a pedido de Priscila Anauate.
OBS: Precisamos entender que "moeda" é essa pela qual Hakim não trocaria a sua amada! Ele não menciona, mas tenho um palpite, que é muito comum no Egito: trocar mulheres por camelos!! Minha professora foi para o Egito com o marido e lá um árabe chegou e disse para ele que daria 90 camelos em troca dela!! Será que o Hakim não trocaria sua amada nem por um milhão de camelos?! Só um egípcio mesmo para nos dizer!


Wala Wahed - Nem mesmo um!

O amor me chamou, ele me carregou e depois me atirou para longe
Ele me atirou para aquela belezura, aquela que fez meu passado mais bonito
Suas piscadelas me raptaram, não pude escapar
Eu vi a imagem dela, sua beleza me conquistou
Um, dois, três, quatro!!

Nem mesmo um, nem mesmo cem, nem mesmo mil e trezentos, e nem mesmo o mundo inteiro, nem um milhão!
Esta é a querida do meu coração, que nele habita.
Não há mais ninguém a não ser ela, nem por um milhão.

Muito, muitos falaram dela, mas eles estão com ciúmes dos seus olhos mágicos
Diga a ela, diga a ela, diga a ela, minha alma está com ela

E se ela se for, se for, eu vou atrás dela
E se ela esquecer, esquecer, não poderei a esquecer
Meu coração, Oh papai, papai está louco atrás dela

Deixe-me, deixe meu coração com ela, minha espera, minha espera se desfez no amor
Meus olhos, meus olhos a desejam, até mesmo desejam os olhos dela, oh

Deixe-nos ser felizes e vivermos, uma casa é suficiente, eu não tenho mais nada a não ser ela
Ninguém mais satisfará meus olhos, não importa quem seja.

Nem mesmo um, nem mesmo cem, nem mesmo mil e trezentos, e nem mesmo o mundo inteiro, nem um milhão!
Esta é a querida do meu coração, que nele habita.
Não há mais ninguém a não ser ela, nem por um milhão.

Letra:

el-Hobb nadani, gabni wa ramani
على الحلو رمانى واحلو زمانى
3ala el-Helw ramani w-aHlaw zamani
خطفتنى رموشة مقدرتش احوشه
khaTafetni rimoushu, ma2dirtesh aHoushu
وان شوفت خياله بياخدنى جماله
wen shoft khayalu, beyakhodni gamalu
واحد اتنين تلاته اربعه
waHed, etnein, talata, arba3a

ولا واحد ولا مية ولا الف وتلتوميه ولا كل الدنيا دى ولا مليون
wala waHed wala meyya wala alf wa-tultomeyya wala kull el-donia deyya wala milyon
ده حبيب القلب هو واللى ساكن قلبى جوه ولا غير الواد ده هو ولا مليون
da Habib el-2alb howwa welli saken 2albi gowwa wala gheir el-wad da howwa wala milyon

ياما ياما قالوا عليه غاروا من سحر عنية
yama, yama 2alou 3aleih, gharou men seHr 3eineih
قولوا قولوا قولوا عليه برضو انا روحى فيه
2oulou, 2oulou 2oulou 3aleih barDo ana rouHi fih
(2x)

ان مشى مشى انا حمشى وراه
in mishi mishi, ana hamshi warah
وان نسى نسى مقدرش انساه
wen nisi nisi, ma2darsh ansah
(2x)

ده قلبى يابا يابا بيه مجنون
da 2albi yaba yaba bih magnoun

سيبه سيبوا قلبى معاه شوقى شوقى داب فى هواه
sibu, sibu 2albi ma3ah, sho2i, sho2i dab fi hawah
عينى دانا عينى رايداه يانا من حلاوته ياه
3eini, dana 3eini raydah, yana men Halawetu yah
(2x)

سيبونا بقى نفرح ونعيش كفاية شقى ده انا غيره ماليش
sibouna ba2a nefraH wan3ish, kefaya sha2a dana gheiru malish
ولا غيرة يملى عينى مهما يكون
wala gheiru yemla 3eini mahma ykoun
(2x)

sábado, 10 de outubro de 2009

Dança do Ventre com Espada - Como dançar

A dança do ventre com espada é uma modalidade muito famosa, mesmo entre quem não entende nada sobre o assunto. E não é à toa. Ver uma dançarina, mesmo num programa de televisão, tentando equilibrar uma espada na cabeça por exemplo, é impressionante. Todo mundo se pergunta "Como ela faz isso?". Mas não se impressione tanto: na verdade, é bem mais fácil do que parece.

* Em primeiro lugar, você precisa escolher a espada certa. Se você achou que deveria dar uma passada numa dessas lojas de espadas samurais ou coisas do tipo, se enganou. Enquanto essas espadas são feitas para se defender de outras bem perigosas, as de dança do ventre apenas parecem perigosas. Elas são feitas especialmente para serem equilibradas, e não possuem gume para não cortar ninguém. Você ainda vai encontrar espadas com estilos e pesos bem diferentes por aí. Uma boa espada para inciantes deve ser mais pesada e a superfície, áspera. Espadas desse tipo são mais fáceis de se equilibrar, uma vez que o peso impede que a espada seja excessivamente influenciada pelos movimentos da dançarina, e a superfície áspera evita que a espada escorregue com facilidade.

* Depois disso, você precisa preparar sua espada para a dança. Ainda que seja possível equilibrá-la em qualquer parte do corpo sem nenhum tipo de truque, algumas dançarinas preferem se utilizar de uma "ajudinha extra" usando parafina, principalmente daquelas usadas pelos surfistas nas pranchas. Antes de dançar, aplique uma fina camada de parafina pela espada, esfregando por toda sua superfície. Você também pode usar uma vela, mas a parafina é mais espessa e aderente, além de durar mais tempo.

* Agora que você já preparou sua espada, é hora treinar o equilíbrio. Você pode equilibrar a espada em praticamente todo o corpo: cabeça, queixo, pulso, ombro, quadril, barriga, coxa - as possibilidades variam de acordo com sua flexibilidade e ousadia. Então, durante seu treino, tente equilibrar a espada em todo e qualquer lugar do corpo. Primeiro, tente equilibrar a espada sem fazer movimentos. Assim que você tiver certeza de que sua espada não vai a lugar algum, comece a fazer movimentos com ela sobre determinada parte de seu corpo. A cabeça é um bom lugar para se começar. Para algumas dançarinas, a cabeça é a parte mais fácil para se iniciar porque muitas espadas possuem uma leve inclinação em seu formato; elas são praticamente feitas para serem equilibradas na cabeça. Depois disso, faça movimentos lentos e note como eles afetam o equilíbrio da sua espada.

* Sempre use uma roupa adequada ao realizar a dança com espada. Algumas roupas - principalmente os acessórios como cinturões, tiaras e franjas de bustiê - podem atrapalhar sua perfomance na hora de tentar equilibrar a espada. Assim, você precisa preparar cuidadosamente sua coreografia de acordo com a roupa escolhida, e inclusive ensaiar com ela para evitar qualquer surpresa desagradável na hora da apresentação.

* Provavelmente você vai se sentir bem "zen", calma, tranquila, quando estiver dançando com uma espada diante do público. Mas lembre-se de que as pessoas não sabem que a coisa na verdade é bem fácil. Então, mesmo que você consiga colocar a espada sobre a cabeça em 3 milésimos de segundo e iniciar uma sequência de passos logo depois, tente fazer algo mais do que isso. Você precisa criar uma atmosfera de mistério no público. Entre fazendo poses com a espada. Faça movimentos lentos e precisos, imitando uma guerreira - uma guerreira um tanto graciosa. Arraste a espada e faça o público se perguntar como você vai fazer para conseguir levantá-la. Quando chegar a hora de colocar a espada sobre a cabeça, faça tudo lentamente também. Tudo tem que ser feito dessa maneira para que pareça difícil e, assim que a espada estiver devidamente equilibrada, dê uma pausa e faça aquela cara de "satisfeita com o esforço tão grande que você acabou de fazer", sabe? A dança do ventre com espada pode realmente hipnotizar o público se você fizer a coisa bem feita. Por isso, lembre-se sempre de tentar fazer a coisa parecer difícil e todos vão apreciar muito sua apresentação.

* Equilibrar uma espada na cabeça, ou em qualquer parte do corpo, pode ser um pouco doloroso no início. Se você não estiver acostumada, pode sentir um incômodo por causa da fricção e da pressão da espada sobre o local. Então, não exagere, faça algumas pausas no seu ensaio, alterne a parte do corpo em que você equilibra a espada, até se sentir mais confortável.


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Dança do Ventre em Filmes: Tudo que Lola quiser (2007)


Este filme marroquino é outro achado! Nossa, nem eu sabia que existiam tantos filmes interessantes sobre dança do ventre! Falado em inglês, esta comédia-romântica conta a história da norte-americana Lola (Laura Ramsey) que sonha em se tornar uma dançarina em Nova York (alguma semelhança com "Flashdance" para por aí!), e desencantada com a falta de perspetivas, é apresentada à dança do ventre por Yussef (Achmed Akkabi), um amigo gay egípcio, através de uma fita de vídeo antiiiiiiga que ele tem de Ismahan (Carmen Lebbos), uma das estrelas do Egito. Mas isso não é suficiente para fazer Lola embarcar no mundo da dança do ventre: ela encontra o charmosíssimo Zach (Assad Bouab), outro egípcio, que a deixa completamente apaixonada! No desenrolar deste romance com o gato, Lola acaba embarcando para o Egito, onde passa a "perseguir" Ismahan (já não mais a mesma dos áureos tempos) para lhe ensinar a dançar. Nessa aventura, Lola descobre não só os segredos da dança do ventre, mas também os segredos do passado de Ismahan... Uhhh, mistééério!

Diferentemente do filme chinês que comentei antes, este filme foi extremamente baladado no mundo árabe e na Europa. "Whatever Lola Wants" chegou a ser premiado no festival de cinema em Dubai, e acumula críticas positivas em todos os sites que se dedicam a fazer uma sinopse dele. Das atuações inspiradas, a mais comentada é de Carmen Lebbos, a Ismahan, descrita como uma personagem densa e única, como nunca vista no cinema. Além disso, a trilha sonora de Lola também é um sucesso, a música tema "Whatever Lola Wants" cantada por Natacha Atlas circula por nossos arredores sem que saibamos a sua origem cinematográfica!!

Um dos pontos altos, como comentam os críticos, é o tom de comédia que o filme dá, abrindo espaço, sem tocar na ferida, para abordar os preconceitos de "mão-dupla" que existem entre o Ocidente e o Oriente, e os mal-entendidos que acontecem pelo "choque de culturas" que Lola perpassa. O enfoque positivo que o filme dá também à dança do ventre é um dos seus atrativos, mostrando aqueles que a praticam de forma carinhosa, sem o característico olhar cheio de pudores e maledicências dos filmes em geral.

Assim, "Tudo que Lola quiser" é um filme sobre tolerância quanto às nossas diferenças entre o Ocidente e o Oriente, e sobretudo sobre esperança. A dança do ventre surge como um elo possível entre estes dois mundos, enfatizando mais uma vez que a arte, em todas as suas formas, é uma ferramenta capaz de aproximar os povos, além das fronteiras e da política.

Aqui abaixo o trailler do filme e o clipe da Natacha Atlas:



segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Professoras de Dança do Ventre: Luciana Nogueira

Aproveitando o ensejo, passarei a postar no blog algumas referências de profissionais da dança do ventre que se dedicam também a ensinar!

Nossa primeira indicação aqui é a dançarina Luciana Nogueira, que já comentamos aqui, em um breve resumo de sua carreira. Luciana dá aulas particulares na Zona Norte do Rio de Janeiro, e para saber a disponilibidade da mestra, temos aqui abaixo as referências para quem deseja conhecê-la:

Professora: Luciana Nogueira - certificada pelo Sindicato dos Profissionais da Dança do Estado do Rio de Janeiro
Local: Salão de Arte e Cultura - Rua Anibal Porto, 702 - Irajá
Referência: Perto da Avenida Brasil
Contato: lubombommaster@yahoo.com.br

Não vamos mostrar a Luciana, né? Vamos mostrar o resultado do trabalho dela: aqui abaixo sua aluna Juliana!


OBS: Você quer divulgar seu espaço de dança? Envie-nos um e-mail!

sábado, 3 de outubro de 2009

Paródias da Dança do Ventre

Nossa, algo que só quem faz parte da dança do ventre mesmo para achar graça! Eu morro de rir com essas paródias, mostro pro meu marido e ele me acha uma boba. Então vou dividir com vocês!

Muitos homens estão se especializando, se assim posso dizer, em fazer uma imitação engraçada das dançarinas do ventre conhecidas. É o caso do Timur e do Alexey Ryaboshapka da Rússia, este último vou colocar o vídeo para vocês verem!

Ah, mas não pensem que só os russos estão fazendo graça e shows parodiando as bailarinas, temos egípcios, como Bassem Faghaly, este não satisfeito em imitar perfeitamente a Dina, imita as celebridades locais também, até a Haifa não escapou!

Bem, vamos ver o Alexey dançando e imitando incrivelmente bem as dançarinas (na ordem):
1. Elena Ramazanova - Paródia dos movimentos extremamente elaborados (isso não quer dizer complexos, mas sabe aquelas"tiradas" das bailarinas? Ela é expert nisso!)
2. Aida Hassan - Essa aqui parece muito com as dançarinas brasileiras! Ri muito com essa imitação, lembrando dos nossos exemplos tupiniquins!
3. Maria Shashkova - A melhor parte é o Taqsim (oh, minhas dívidas!!!). Depois vejam o vídeo dessa dançarina aqui e percebam como a imitação dele foi perfeita!!
4. Dina - Sempre passeando e "evitando" mostrar o já visível!
5. Orit Maftsir - Hava Nagila! Um clássico judaico à la dança do ventre porque Orit é israelense! Ah, ela aparece no final do vídeo!

DVD para Iniciantes na Dança do Ventre

Muitas pessoas me enviaram e-mail pedindo referência de um DVD para iniciantes. Bem, apesar de eu ter dado muitas dicas, tenho uma preocupação: eu acredito que o DVD é um complemento para quem está fazendo aulas práticas de dança do ventre, ele não pode substituir a aula "ao vivo". Por que isso? Bem, as meninas que hoje dançam sabem quanto foi difícil começar a separar o quadril do resto do tronco, a alinhar a postura para não prejudicar a coluna, a ter leveza, vocabulário, etc. Imagine fazer isso sozinha? Um desastre, não? Quem vai te corrigir? Quem vai olhar e dizer onde você está errando? Até para quem já está fazendo aula, recomendo que coloque um espelho do lado da televisão para ver seus movimentos, pois sem ainda domínio do nosso corpo na dança, nós não temos a noção do que estamos realmente fazendo.

Por isso quem deseja fazer dança do ventre, procure uma professora. É impossível ser autodidata em dança do ventre? Não, quem já fez alguma dança, jazz, flamenco, especialmente balé, realmente tem mais facilidade para aprender a dançar, mas todo o acompanhamento é necessário, para limpar movimentos e especialmente não provocar alguma lesão muscular. Sabe aquela dançarina maravilhosa? E sabe aquela dançarina toda desconjuntada? A diferença entre as duas é a prática e principalmente uma boa base de aprendizado. Um vício na dança pode ser incorrigível, por isso todo cuidado é pouco para não ter braços tortos, mãos "garras", costas reclinadas ao dançar, entre outros. Quem vai nos guiar para um aprendizado correto é uma boa professora!

Ah, outro cuidado: pesquisem antes de procurar uma professora de dança do ventre! Como li no blog da Luanna Melo, existem muitas professoras de dança que estão despreparadas para dar aula, que mal aprendem a fazer um shimmy e já saem fazendo escolas, enchendo suas aluninhas com seus próprios vícios. Para conhecer melhor um trabalho de uma professora, primeiramente vá assistir a uma aula experimental (geralmente de graça), veja se você gosta do estilo de ensino dela; procure sobre ela no google e no youtube, para saber se ela tem longa experiência e nos vídeos para ver como ela dança, e tente encontrar alunas dela (muitas alunas ao se tornarem profissionais, pegam o "sobrenome" da professora, e muitas delas também comentam nos vídeos, siga o link!) para confirmar se as pupilas realmente aprendem a dançar como ela (muitas dançarinas são divinas no palco, mas não rendem tanto como professoras!). Assim você correrá menos risco de arrumar alguém que vá trazer mais perdas que ganhos ao seu aprendizado.

E aqui abaixo uma aula de dança do ventre que a Emeline me mandou. Amei a coreografia! Vamos aprender?

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