segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Tradução: Efred

Tradução da música Efred do Hakim à pedido da Nathália Mesquita.


Efred - Imagine

Oh, quanto você já me fez sofrer
Por que você reclama se você é a culpada?

Imagine, por exemplo, é só um exemplo, que eu te criticasse por um dia
Você está me cansando, me enfraquecendo e me fazendo perder o sono

Eu me tornei infeliz por amar você
Minhas noites se prolongam com sua ausência
Me sinta, você é tudo para mim
Por que você torna tudo difícil por causa da sua teimosia?

Imagine, por exemplo, é só um exemplo, que eu te criticasse por um dia
Você está me cansando, me enfraquecendo e me fazendo perder o sono

Conversar traz entendimento
E os desentendimentos só criam histórias falsas
Que pena, meu amor
Você se prendeu num labirinto que também me deixa confuso

Eu já esqueci todas as palavras que você me disse
E eu sei que você vai esquecer tudo o que te falei

Fale comigo! Por que você não fala comigo?
Fale para mim quando será o fim do meu sofrimento
Minha mente está perdida, meu coração está perdido
E você nem se importa
Volte para mim aos pouquinhos com amor
E você vai me encontrar, se precisar de mim

Letra:

ah yanimennak ah yani
beteshtiqi lih wenta el gani

efredh masalan masalan yani eni khasemtak yoom
manta ta3ebni we mghalebni wemnasini ennom

bakht fi hobbak mal
lili f bo3dak tal
hes biya dant liya kol haga
lih be3endak lih tedhaya3 kol haga

efredh masalan masalan yani eni khasemtak yoom
manta ta3ebni we mghalebni wemnasini ennom

el kalam yegeeb kalam
wel 3azool ya3mil hekaya
la haram dal gharam
tah ma3ak wa7tar ma3aya

bansa ayi kelma mara oltehali
wenta bardou ayi kelma 3adihali

efredh masalan masalan yani eni khasemtak yoom
manta ta3ebni we mghalebni wemnasini ennom

enat ya mat'oli yah
olli eih akhret azabi
3a2li tah albi tah
wenta mosh 3amel hisabi
bel mahabba habba habba eshterini
danta bardo law te3ozni hatla'ini

efredh masalan masalan yani eni khasemtak yoom
manta ta3ebni we mghalebni wemnasini ennom

Tradução: Luxor Baladna

Tradução da música Luxor Baladna do grupo The Upper Egypt Ensemble.


Luxor Baladna - Luxor é a nossa terra


Luxor é a nossa terra neste mapa
Coloque uma observação debaixo dele
Luxor é a nossa terra neste mapa
Coloque uma observação debaixo dele
E nós retribuiremos este favor
Não importa aonde você vá
Você ainda faz parte da nossa terra

Olhe os enamorados, eles são nossos amores
Olhe os enamorados, eles são nossos vizinhos
Olhe os enamorados, eles são nossos amores

Ahh, ahhh, ahh
Ahhh, ahhh, ahh

A cada passo que você dá à nossa volta
Você se torna mais bela para nossos olhos
E nós retribuiremos o favor
Não importa aonde você vá
Você ainda faz parte da nossa terra

Luxor é a nossa terra neste mapa
Coloque uma observação debaixo dele
Luxor é a nossa terra neste mapa
Coloque uma observação debaixo dele
E nós retribuiremos este favor
Não importa aonde você vá
Você ainda faz parte da nossa terra

Letra:

Luxor baladna ala alkharta
Yenhati min tahtaha charta
Luxor baladna ala alkharta
Yenhati min tahtaha charta
Enroudehalek fil afrah
Oumah ma tebiid oui etraouah
Bardou efbaladna

Chouf elhabayeb habayebna
Chouf elharayer harayerna
Chouf elhabayeb habayebna
Ahh aah ah ah...
Ahh aah ah ah...

Fi koli khatwa hawaleena
Tehlaoui akthar fi eeneyna
Enroudehalek fil afrah
Oumah ma tebiid oui etraouah
Bardou efbaladna

Luxor baladna ala alkharta
Yenhati min tahtaha charta
Luxor baladna ala alkharta
Yenhati min tahtaha charta
Enroudehalek fil afrah
Oumah ma tebiid oui etraouah
Bardou efbaladna

sábado, 1 de agosto de 2009

Instrumentos Musicais: Flauta Árabe

Na música árabe comumente encontramos quatro tipos de flauta: a Mizmar, a Nay, a Kawala e o Mijuez. Destas, a Nay e a Kawala possuem um som melódico semelhante, podendo ter a mesma leitura, diferentemente da Mizmar, e do Mijuez, que têm toda uma característica folclórica e aparecem em momentos bem específicos nas músicas clássicas.

A flauta Nay é bem antiga, data aproximadamente 5.000 anos, tendo já sido encontrada em escavações na cidade de Ur, na Babilônia. Originalmente é feita de cana seca (em persa, Nay significa "cana"), mas há versões modernas de metal, possuindo 7 furos. Existem 7 tipos de Nay: Kerdene, Doga, Boussalik, Jaharka, Nawa, Husseini e Ajam, todas se diferenciando entre si de acordo com sua afinação (nota de base). O som da Nay não é utilizado somente para a música como diversão, mas também com fins religiosos, como no caso do sufismo, devido ao seu som profundo.

A flauta Kawala, de origem egípcia, é praticamente a Nay, com a diferença de possuir 6 furos, ao invés de 7. Existem 9 tipos de Kawala, variando em tom e em tamanho (são os mesmos nomes das variações da Nay, além das versões Salamia e Zumarah).

A flauta Mizmar é o conhecido "mosquitinho", dos leigos, devido ao seu som estridente. Feita de madeira, tem seu formato um mix entre a flauta doce e o oboé, não sendo muito longa. Possui também variações, nesse caso regionais, com a Zurna na Turquia e a Ghaita no Marrocos.

E então, como ler estes instrumentos? Vamos apelar ao Oráculo, leia-se: Hossam Ramzy. As flautas Nay e Kawala possuem um som melódico, linear, a sua leitura deve ser feita com movimentos sinuosos, ondulações, ou seja, deve haver um certo ar de encantamento, a dançarina vai ser aquela serpente encantada pela Nay (Quem não se lembra deste clichê?). Hossam Ramzy aponta também que estas flautas podem vir com notas separadas (como se fossem dedilhadas), e nesse caso a bailarina pode tremer ao som delas, mas ao som linear, não se deve fazer inovações, apenas seguir o ritmo.

No caso da Mizmar, numa música clássica, em 99 % das vezes que a ouvir, será para marcar um saidi, em sua versão folclórica. Isto é: pule! Se a base rítmica for um saidi, o Mizmar estará dando a ele seu tom folclórico. No resto, o som da Mizmar pode ser lento, rápido, longo, curto, o que guiará sua leitura será a ocasião: solo do músico (movimentos sinuosos se não for antes da entrada da música, pois senão é a apresentação da banda, e a bailarina deve esperar), folclore (não necessariamente o saidi, marcado conforme o estilo folclórico), floreio (também movimentos sinuosos), entre outros.

O Mijuez é feito de bambu, é semelhante em sua forma com uma flauta de pan, mas seu som é extremamente parecido com o mizmar. O Mijuez indica um dabke, que é um folclore característico do Oriente Médio, e que já falamos aqui.

Vamos identificar o som dos instrumentos? Primeiro vídeo, temos a Nay, entoada por um solista (lembrem da serpente saindo da caixa!); depois temos a Kawala, vídeo o qual um homem monta a flauta a partir da cana, e no final faz uma demonstração dela; a Mizmar, com várias imagens ilustrativas e seu som característico; e por úlitmo um solo de Mijuez.




Related Posts with Thumbnails