sábado, 21 de julho de 2012
A Dança do Ventre pode acabar no Egito?!
domingo, 25 de março de 2012
As Dançarinas do Cairo
sábado, 13 de agosto de 2011
At Night They Dance: As Noites do Cairo
O documentário canadense At Night They Dance está dando o que falar. E não é à toa: o filme de Isabelle Lavigne e Stéphane Thibault nos leva para dentro do fascinante e obscuro mundo das dançarinas do ventre do Egito.
Originalmente publicado em Hour Community
Lavigne foi a primeira a ser sugada pelo ritmo hipnotizante do Cairo, quando ela e seu marido, Thibault, visitaram a cidade num feriado há cinco ou seis anos atrás. "Eu me apaixonei pelo Cairo, pelas pessoas", conta a cineasta. "Estávamos de férias no Egito há dois meses e decidimos ficar mais algumas semanas, que se tornaram mais algumas semanas, depois alguns meses e quando nos demos conta, já eram três anos."
Reda
É fácil perceber porque o filme está sendo tão elogiado. Em At Night They Dance, o espectador é levado a uma comunidade do Cairo e deixado lá para compreendê-la sozinho. Essa comunidade é onde vive Reda, mãe de sete filhos, com mais um a caminho. A família de Reda é formada por dançarinas de Dança do Ventre, uma tradição cada vez mais rara entre entre as famílias em razão da corrupção do ofício por lá, que vai desde o uso de drogas à prostituição.
"Nós não queríamos nos aprofundar no lado negro dessa atividade e, depois de quatro meses pesquisando famílias, pensamos que poderíamos não fazer o filme," diz Lavigne. "Então encontramos Reda e sua família e, na mesma hora, vimos quão carismática ela era, quão forte ela era. Eles nos lembraram os personagens do dramaturgo Michel Tremblay, sempre da classe trabalhadora, mulheres espirituosas."
Mesmo linda, o que não falta é drama na casa de Reda, e ninguém de sua família parece estar nem um pouco tímido com a câmera que invade suas vidas. "O senso de intimidade deles é muito diferente do nosso," explica Lavigne, citando como exemplo vizinhos que sempre olhavam pelas janelas. "A câmera era apenas como uma outra pessoa entre eles."
Essa outra pessoa capta uma dicotomia que muitas vezes é bastante evasiva num filme. "Espera-se sempre que as mulheres sejam humildes e reservadas," diz Lavigne sobre um sentimento que conhece há algum tempo. "Então, você se depara com essas mulheres, numa sociedade tradicional, que têm essa força. Todas nós temos isso escondido lá dentro - o que esperam de nós e o que realmente somos."
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Samia Gamal
A dançarina egípcia Samia Gamal, nascida Zainab Ibrahim Mahfuz, é um ícone da dança do ventre no mundo inteiro. Estrela da época de ouro do cinema egípcio, Samia estrelou diversos filmes, chegando até a ser reconhecida em outros países, como nos Estados Unidos.Natural da cidade de Wana, nasceu em 22 de Fevereiro de 1924. Mudou-se com a família logo depois para o Cairo, onde veio a conhecer anos depois a também atriz e dançarina Badia Massabni, criadora do estilo moderno de dança do ventre egípcio (estilo cabaré). Samia foi convidada por Badia a integrar sua companhia de dança, passando a adotar o nome Samia Gamal a sugestão de Badia. Juntas ainda de Tahia Carioca fizeram muitas apresentações.
Samia interrompeu sua carreira em 1972, mas voltou a dançar no início dos anos 80 por insistência do ator e amigo Samir Sabri. Em 1994, Samia faleceu no Cairo aos 72 anos de idade. Apesar da grande perda para o mundo artístico e cultural do Egito e também do mundo bellydancer, a imagem de Samia não desapareceu. Ela permanece sendo enaltecida e relembrada em diversos filmes, tendo já vários documentários sobre sua vida, o mais recente Samia Foverer de 2003.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Souad Hosny
Souad Hosny foi "descoberta" ao cantar numa rádio e gravou seu primeiro filme aos 16 anos. Ao todo, ela fez 83 filmes. Em todos ela cantava e dançava, mas sua voz aparece muito mais do que sua dança. Ainda assim, o que eu vejo nela é aquela alegria, aquele sentimento que eu sempre procuro numa dançarina do ventre. São poucos trechos que ela realmente dança, mas quando temos essa oportunidade, ficamos envolvidos com seu carisma. Talvez seja também porque ela era extremamente expressiva, o seu talento como atriz permitiu que ela não ficasse muito atrás das dançarinas do ventre propriamente ditas. Por representar uma mistura de simplicidade e beleza, os egípcios a apelidaram de "Cinderela".
Em 2001, Souad morreu misteriosamente quando planejava lançar sua biografia. As circunstâncias de seu falecimento nunca foram plenamente esclarecidas (ela caiu do 6º andar do prédio onde morava), mas a polícia registrou sua morte como suicídio. Apesar de ter parado de fazer filmes dez anos antes de sua morte, Souad permaneceu na memória de seus admiradores, assim como permanece até hoje, pois é tida como um dos maiores símbolos da época de ouro do cinema egípcio.
E aqui a música feita por Abdel Halim Hafez em homenagem a ela após o rompimento, pois continuaram amigos:
domingo, 21 de março de 2010
Randa Kamel
Randa Kamel é uma das estrelas da dança do ventre no mundo. Não é à toa que tem sido requisitada constantemente para vir ao Brasil realizar workshops. Essa dançarina egípcia começou a dançar aos 16 anos de idade, e já soma dezessete anos de carreira!Randa teve aulas com Raqia Hassan, Ibrahim Akeef, participou da Reda Troupe (Grupo Folclórico Egípcio), e desde cedo conquistou muito sucesso. Com seu estilo delicado, característico das dançarinas egípcias, Randa aliou um toque especial de carima e interpretação à sua performance. Ela é tida como uma das dançarinas mais catárticas atualmente, isto é, ela entra literalmente na música, e segundo alguns, consegue até mesmo fazer o público chorar com a sua dança.
Com tanto sucesso, Randa passou a ministrar aulas para o Ahlan Wa Sahlan Festival no Cairo, evento que anualmente atrai milhares de praticantes da dança do ventre no mundo em busca das últimas tendências do Egito.
Aqui abaixo uma apresentação de Randa, mas como muitos dizem, ao vivo ela é infinitamente melhor! Imaginem só!
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Taqsim
Existem alguns ritmos que aparecem predominantemente para acompanhar o taqsim: Wahda Wo Noss ou Wahda Kabir e o Ciftelelli, sendo o Wahda uma versão mais simples e lenta do Ciftelelli. Assim sendo, ao ouvir uma base rítmica na percussão e a improvisação de um instrumento melódico, a melodia é o Taqsim e o ritmo ou é Wahda Wo Noss ou é Ciftelelli.
Ao ouvir o Taqsim, os movimentos deverão ser sinuosos, acompanhando
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Modelitos Bizarros das Dançarinas Egípcias
Mona Said também não fica atrás de Dina no quesito "breguice ousada", claro também com mais detalhes ainda! Um carro alegórico ficaria com inveja das roupas de Mona! Essa aqui não diva nada, é perua mesmo!! Segundo relatos de Leyla Lanty, uma dançarina norte-americana que a viu dançar ao vivo, certa vez Mona entrou no palco com a roupa decotada nas cadeiras (primeira foto acima), os músicos quase perderam a concentração, a expressão deles foi de imensa surpresa, e profissionais que eram, não perderam o ritmo! Músicos egípcios agora têm que tocar esperando qualquer coisa, meninas!
E existem brasileiras adotando semelhantes figurinos? Sim, existem, infelizmente... A última que ouvi falar - graças a Deus não precisei testemunhar isso - foi uma dançarina com top e saia jeans, devidamente bordados, em que a moçoila ainda se atrevia a fazer arabesques... Sinceramente: poupe-me!!! Claro que existem muiiiiitas dançarinas que acreditam que "o que é bonito tem que se mostrar", mas acho este ditado uma grande desculpa para se mostrar de tudo, e que independente dos gostos pessoais de cada um, acaba vulgarizando a dança do ventre. Dança do ventre é vulgarizada no Egito? Ô se é! Lá dançarina do ventre tem um sinal de igual ao lado das prostitutas. Não se iludam com brilhos, plumas, strass, lá a coisa tá feíssima, é preciso muito cuidado e muitos anjos da guarda para se trabalhar decentemente no Egito.
Mas é isso, fica a dica de se valorizar e valorizar a nossa dança. Se você é uma dançarina linda, excelente, use uma roupa que mostre o que você tem de bonito sim, mas não mostre algo que vá confundir o objetivo da sua dança. Vamos dançar para sermos admiradas, não somente assediadas!
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Biografia - Sohair Zaki
Sohair pode ter se afastado das apresentações de dança e dos filmes, mas não perdeu seu glamour. Anwar Sadat se referiu a ela, numa ocasião, como "a Oum Kolthoum da dança". "Enquanto Oum canta com sua voz, você canta com seu corpo", disse uma vez (Sohair, aliás, foi a primeira bailarina a interpretar as reverenciadas músicas de Oum Kolthoum). O presidente americano Nixon a chamou de "Zagharit", quando descobriu que o termo se referia a uma espécie de gritaria estridente numa expressão de alegria.
No final dos anos 80, ao perceber que o cenário da dança do ventre no mundo começava a mudar, Sohair Zaki começou a pensar a se retirar do meio elegantemente. Naquela época, profundas mudanças na visão que o mundo tinha sobre a dança começavam a acontecer.
Ainda assim, Sohair Zaki é reverenciada até hoje por seu talento. E ela mesma, é claro, jamais esquecerá de seus tempos de dançarina."Aqueles dias nunca mais voltarão atrás. A atmosfera, os clientes, os convidados. Onde estão eles agora? A dança Oriental foi minha vida. Eu tenho meu filho e meu marido. Mas as melhores memórias de minha vida são todas da dança", disse.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Tahia Carioca
Pouco tempo depois, no entanto, o talento de Tahia chegou ao conhecimento de Badia Massabni, dona do Casino Opera, a boate mais famosa da época, que acabou a contratando com o nome de Tahia Mohamed. Conforme suas performances adquiriram notoriedade, Tahia se especializou no samba para compor suas coreografias, ficando conhecia como Tahia Carioca.
Além da dança, Tahia foi atriz, estrelando 120 filmes egípcios da chamada "Era de Ouro". Em 1963, Tahia passou a se dedicar ao teatro e parou de dançar.
Tahia não podia ter filhos, acabou adotando uma menina chamada Atiyah Allah e também se mostrou muito ligada aos seus sobrinhos. Ao todo se casou 14 vezes, dentre seus maridos havia o também famoso ator egípcio Rushdy Abaza, que também se casou com Samia Gamal (com quem teve o seu mais longo casamento!), a rival de Tahia.
Tahia morreu aos 79 anos em 20 de Setembro de 1999 de ataque cardíaco. No entanto o seu legado permanece entre todas as bailarinas, como um exemplo de dançarina e parte da história da dança do ventre.
terça-feira, 5 de maio de 2009
Fifi Abdo
Como dançarina amada, Fifi foi "eleita" por Hossam Ramzy como a melhor bailarina de dança do ventre que ele já conheceu. Por quê? Simplesmente nenhuma possui um carisma comparado ao dela, ela cativa, encanta, provoca, tudo isso apenas com cinco movimentos básicos da dança do ventre. Caímos então em "por que odiada"? Ela tem um dos vocabulários musicais mais limitados e repetitivos que uma dançarina profissional poderia ter: basicamente seus movimentos são oitos, redondos, shimmys, deslocamentos e o básico egípcio. Além disso, Fifi, em seus filmes, mostrava uma dançarina vulgarizada, mesmo angariando muito sucesso através deles.
Além de provocar escândalo dançando, Fifi também teve uma vida movida a polêmicas, as quais se justificavam como "jogadas de marketing" de seus empresários. De qualquer forma, para uma mulher muçulmana, Fifi realmente representou a ousadia: se casou cinco vezes (tendo duas filhas) e por sua vida incomum teve problemas constantes com as autoridades muçulmanas, passando quase tanto tempo nos tribunais quanto no palco. Em 2002, ela propôs a criação da Primeira Associação Formal de dançarinas do ventre do Egito, mas teve sua ideia rechaçada sob a alegação de que isto "seria o mesmo que legalizar a prostituição".
Ao mesmo tempo, Fifi é conhecida por suas obras de caridade e por sua generosidade, mantendo financeiramente mais de 30 famílias pobres. A verba para se manter e ajudar aos necessitados provém ainda da sua dança (ela cobra US$5.000 para dançar 15 minutos em hotéis 5 estrelas!!), pois aos 55 anos Fifi permanece dançando, atividade que ela pretende continuar enquanto puder, pois por mais que em seu país a dança do ventre não seja valorizada, Fifi defende que é uma arte e é parte da herança egípcia.