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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Entrevista com Dalia Carella

Aqui temos uma entrevista com a dançarina americana Dalia Carella, traduzida do site The Hip Circle. Ela é referência no estilo turco de dança do ventre nos Estados Unidos e também pelo mundo. Além da dança do ventre, Dalia também se dedica a outros estilos, como a dança cigana e o flamenco. Atualmente ela se apresenta pelo mundo inteiro e promove workshops em seu espaço de dança em Nova York.

Qual é a origem e a motivação da sua dança?

Dalia Carella: Eu danço desde que nasci. Sou de uma família muito musical, e meus pais eram dançarinos - não profissionais, mas eles amavam dançar. Meus tios fizeram turnês com Frank Sinatra, Peggy Lee, Mel Tomei, Glen Campbell, Jimmy Durante, e Sammy Davis Jr. Eles eram grandes músicos.

A música e a dança sempre estiveram presentes em minha casa. Minha preparação começou aos oito anos com o jazz. Minha família era muito pobre e não pôde pagar minhas aulas depois de um tempo, o que foi desolador para mim. Acredito que se eles não tivessem me tirado das aulas, eu iria querer seguir carreira na Broadway, mas não era para ser.

Então comecei a dançar para as crianças do bairro. Eu dançaria as últimas músicas do Motown. Assim, fiz meus próprios "shows" na vizinhança. Fiz minha primeira aula de dança do ventre aos 17 anos e acabei sendo fisgada. Desde então, estou envolvida com a dança étnica e tenho estudado todas as suas formas: egípicia, tunisiana, argelina, marroquina e libanesa. Também estudei dança indiana, latina, caribenha, Flamenco, Bomba e Plena de Porto Rico, todo tipo de dança étnica.

Quais foram seus professores mais influentes na dança oriental?

Dalia Carella: Bobby [Ibrahim Farrah] foi uma grande influência em minha vida. Mas Elena Lentini foi minha maior influência.

Como você vê a evolução de sua dança?

Dalia Carella: Eu sinto que sou mais como uma dançarina étnica contemporânea, embora minhas origens estejam na Dança Oriental. Eu tenho estudado e pesquisado sobre a Dança Oriental por mais de 34 anos. Se eu não conhecesse a dança tradicional tão bem quanto eu conheço, eu não seria capaz de fundir e manter a integridade que acompanha a Dança Oriental.

Meu estilo incorpora muitos elementos da dança do Oriente Médio, Flamenco, Dança Indiana, Latina, Caribenha e movimentos da dança contemporânea. Vivemos na idade contemporânea e a nossa dança continua mudando com a influência das pessoas e das diversas culturas.

Fora dos palcos, você improvisa apenas com a dança do Oriente Médio ou você também se utiliza de coreografias?

Eu adoro o improviso. Eu sou daquele tempo em que tudo era improvisado, porque nós crescemos nas boates de dança oriental em Nova York, dançando com música ao vivo. Fomos muito privilegiadas.

Muitas dançarinas pelo país têm que usar CDs na maior parte do tempo. Eu realmente acredito que a dançarina que consegue improvisar é uma artista de verdade. É como se você se tornasse parte dos músicos. E para mim, esse é o maior desafio e expressão artísitca.



Qual é o seu tipo de música oriental preferido?

Dalia Carella: Eu amo música egípcia clássica, Roma turca, Saidi, assim como Rai da Argélia. Estou muito envolvida com a música do Magrebe ultimamente. A música e a dança têm sido grandes amores meus por muito tempo e agora eu quero me aprofundar mais nisso. Estou coreografando para um trabalho da minha Dança Coletiva chamado "A Composição de Magrebe no Tempo", que funde vários ritmos do Norte da África com algumas danças e ritmos contemporâneos.

Como a dança influenciou o seu estilo de vida?

Dalia Carella: A Dança do Oriente Médio é o meu estilo de vida. Eu morei no Egito em 1987 e em 1988 eu fazia dança egípcia clássica. Eu fazia o estilo tradicional, quando estava lá. Mas, quando me foi oferecido um contrato no Marriott, no Cairo, eu decidi não aceitar. Eu percebi, com meus 30 anos naquela época, que se eu ficasse, a minha carreira me levaria a fazer dança egípcia clássica. Eu soube, então, que aquele não era o rumo que eu queria tomar. Eu tinha muito a mostrar na dança em muitos estilos e decidi voltar para a América e me focar nos estilos que estavam mais no meu sangue.

[...]

Qual é o seu conselho para quem quer se tornar uma grande dançarina?

Dalia Carella: Em primeiro lugar, a dançarina tem que realmente conhecer a música. Se elas não tiverem uma boa musicalidade, isso vai ficar claro. Em segundo lugar, elas têm que saber dançar em frente ao público, ainda que reservem algumas partes da dança apenas para si mesmas. Quando crescemos como dançarinas, somos treinadas para sempre agradar a plateia, e nós o fazemos, mas à medida que fui amadurencendo como dançarina, comecei a dançar mais para mim mesma. Não importa se as pessoas gostam de mim ou não, mas você tem sempre que saber que há uma plateia lá fora assistindo você e pagando para vê-la. Então, há uma tênue linha aí. É muito importante vestir uma roupa que caia bem para você e para a sua música. Além disso, você precisa praticar muito os movimentos.

Para ser uma boa dançarina, você tem que estar comprometida com a dança. Você precisa ensaiar, praticar e ter aulas. Dança é comprometimento. Mas a coisa mais importante de todas é: sentir-se grata e abençoada por ter sido dado a você o dom da dança e nunca se esquecer disso.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Diferentes Estilos de Dança do Ventre - Estilo Americano

Ao longo do século XX, surgiram casas noturnas de imigrantes do Oriente Médio onde vários deles se reuniam para apreciar a música e a dança de seus países. Geralmente, eles eram um grupo misto formado por árabes, armênios, turcos, gregos e persas. A música seria uma mistura de canções populares de todas essas diferentes culturas. As dançarinas eram as próprias imigrantes e, mais tarde, seriam americanas que se apaixonaram pelo Oriente Médio após conhecerem sua cultura, música e dança. Elas aprenderam através de filmes, postais, pinturas e qualquer outra coisa que chegasse às suas mãos. E assim surgia um estilo único de Dança Oriental que misturava influências de diferentes países do Oriente Médio e muita imaginação.

Algumas das características que diferenciam o Estilo Americano, além de uma grande mistura de elementos de várias culturas do Oriente Médio, incluem uma maior utilização dos snujs, danças com véus, espadas e cobras. Alguns nomes importantes desse estilo incluem Nejla Ates, Ozel Turkbas, Semra, Morocco, Serena Wilson, Ibrahim Farrah, Bert Balladine, Jamila Salimpour, Nakish, dentre muitos outros. Da nova geração, Ansuya e Piper são grandes representantes do Estilo Americano.

Estilo Americano Contemporâneo

Muitas dançarinas americanas e outras dançarinas em todo o mundo dão continuidade à eclética tradição do Estilo Americano de Dança do Ventre, fundindo vários elementos de diferentes culturas do Oriente Médio. Muitas delas levaram a coisa mais adiante e incorporaram elementos como Jazz, Balé, Dança Moderna, Dança Latina, Dança Espanhola e Flamenco, Dança Cigana, Hip Hop, Dança Indiana, etc. Além disso, as dançarinas procuraram viajar para o Oriente Médio para saber o que as comunidades de dança do Egito, Líbano e Turquia estão desenvolvendo atualmente.

Enquanto as dançarinas continuam tendo um forte vocabulário com base árabe ou turca em seu repertório, uma grande variedade de fusões é aceita sob o título de "Dança do Ventre". Dessa forma, há também uma tendência maior de apresentações no estilo teatral.

Ainda que existam estilos definidos de Dança do Ventre, uma constante troca de elementos entre todos eles. Muitas dançarinas que poderiam se encaixar na categoria de Estilo Americano podem ao mesmo tempo se encaixar em outro estilo. Por exemplo, a dançarina Jillina, coreógrafa do Belly Dance Super Stars, inclui uma boa dose de fusões em suas coreografias em grupo, mas como dançarina solo utiliza um estilo próximo do que pode-se chamar de Estilo Egípcio Moderno.

Algumas notáveis dançarinas e alguns grupos que realmente representam as tendências da Dança do Ventre Americana Contemporânea incluem: Suhaila Salimpour, Belly Dance Super Stars, Bellyqueen, Dalia Carrella (para sua "Dunyavi Gipsy"), Elena Lentini e Tamalyn Dahlal (para as suas apresentações teatrais), para citar apenas alguns nomes.





segunda-feira, 20 de julho de 2009

Kaya

Kaya é uma dançarina e instrutora americana que vem conquistando fãs por todo o planeta com sua maneira única de dançar e entreter. Para nós brasileiros, Kaya é uma "gringa com samba no pé", pois além da dança do ventre, ela divulga e promove eventos de Samba nos Estados Unidos. Alguns de seus mais recentes feitos profissionais incluem uma série de DVDs com performances de Dança do Ventre e Samba. Kaya também ganhou um papel no musical "A Dança da Vida", de Lon VanEaton. Ganhou também um contrato para criar shows temáticos em sua estréia em Colorado e no 15ª Celebração Anual do Carnaval de Colorado ao lado de Manuel Molina, representante oficial do Brasil, apresentando "Samba no Pé".


Kaya foi recentemente considerada "A Melhor de Denver" por seu trabalho como dançarina e professora de dança em Denver e Cherry Creek.

Além de seu trabalho solo, Kaya é co-diretora e fundadora do "Groove du Monde", uma companhia de dança sediada em Denver, Colorado. Ela e sua parceira de dança e nos negócios, Sadie, criaram o Groove du Monde para desenvolver um entretenimento de qualidade em muitas áreas, incluindo: Dança do Ventre, Samba Brasileiro, Circus-Burlesque, Dança Taitiana, Salsa, entre outras.

Kaya e Sadie foram consideradas "As Melhores Dançarinas de Dança do Ventre de 2006" pela revista Westword, e os seus shows inspirados em temas no estilo "fantasia" receberam o prêmio "A Escolha da Crítica" do jornal Denver Post.

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Jamila Salimpour

Jamila Salimpour é uma das pioneiras da dança do ventre na América. Ela nada mais é do que a criadora do estilo tribal de dança do ventre e foi uma figura influente no mundo bellydancer por 50 anos! Sua forma de ensino e de desenvolvimento dos movimentos de dança ainda é utilizada em todo o mundo.

Nascida em 1926 em Nova York, de família siciliana, começou sua carreira como dançarina em 1942, trabalhando no grupo Ringling Brothers Circus. Neste grupo, ela desempenhou o papel de acrobata e dançarina, passando a compor em seu show elementos da dança oriental, influenciada por um filme de Tahia Carioca, o que para a audiência era como a verdadeira dança do ventre. Esta fusão de elementos orientais e o circo deu origem ao American Tribal Style (o que seria o estilo tribal que conhecemos), o qual ela começou a ensinar na década de 60, em Berkley. Em 1968, ela criou o grupo Bal Anat (Dança da Deusa Mãe), se apresentando no festival Renaissance Pleasure Faire, mostrando ao mundo uma forma diferente da tradicional dança do ventre de então, com grupos coreografados, compondo uma atmosfera mística, usando cobras, espadas, tatuagens, todo tipo de adereços: era a dança do ventre performática (American Cabaret), da qual Jamila era uma das precursoras.

Após esse festival, seu nome só cresceu, se tornando uma referência para a dança do ventre americana. Sua família passou também a se dedicar à dança do ventre: sua filha, Suhaila Salimpour começou a dançar aos 3 anos de idade, e hoje é uma dançarina renomada, e sua neta Isabella parece percorrer o mesmo caminho. Jamila, já com 83 anos, não mais se apresenta em shows, mas oferece workshops e aulas de American Tribal Style na escola de sua filha, permanecendo como um ícone da dança do ventre em todo o mundo.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Rachel Brice

Rachel Brice é realmente um assombro como dançarina. Ela encanta ao mesmo tempo em que choca com seus movimentos sinuosos e a sua postura provocante, no estilo que hoje é conhecido como dança tribal. Rachel iniciou seus estudos em dança do ventre e yoga aos 17 anos. Em 1996, ela começou a dar aulas de Yoga, no mesmo ano ela se certificou em massoterapia. Seu encantamento com a dança do ventre veio assistindo ao grupo de dança Hahbi'Ru e a dançarina Suhaila Salimpour. Entretanto, Rachel abandonou poucos anos depois a dança, para se dedicar à Massoterapia e à Yoga.

Quatro anos após sua saída, ela descobriu uma comunidade artística perto de sua casa, em Santa Cruz, na Califórnia, que acabou a influenciando a voltar a dançar. Seu interesse foi tão fortemente renovado, que ela entrou para o curso de Etnologia na Dança na Universidade de São Francisco, onde ela pode ter contato com a própria Suhaila Salimpour. Durante este período em São Francisco, Rachel Brice ministrou aulas de Yoga e dança do ventre para os estúdios da Pixar, a 7th Heaven Yoga e estudou no grupo Fat Chance Belly Dance.

Atualmente, Rachel Brice está concluindo o bacharelado em Etnologia na Dança por esta universidade, onde ela teve acesso a diversas influências como o Kathak (Dança clássica do norte da Índia), Flamenco, Dança Afro-haitiana, as técnicas de Dunham, dança moderna e coreografia. Ela também está em turnê com os membros do grupo Indigo e do Bellydance Superstars, além de ministrar aulas de yoga em São Francisco.

domingo, 3 de maio de 2009

Tamalyn Dallal

Em 1976 Tamalyn Dallal iniciou seus estudos em dança do ventre, e desde então já ministrou aulas e se apresentou em 38 países.

Em 1990, ela fundou a Academia Mid Eastern Dance Exchange em Miami Beach, com a qual se tornou mestra de diversas dançarinas - celébres ou não - ao redor do mundo, além de produzir diversos espetáculos e festivais ao longo de 16 anos como diretora da organização.

Além disso, Tamalyn é autora de 3 livros, dois sobre dança do ventre ("Eles disseram que eu não podia" e "Dança do ventre para fitness") e o último sobre os 40 dias que viveu em países muçulmanos xiitas, "40 dias e 1001 noites", o qual se tornou documentário e concerto de dança, este produzido por ela mesma.

Tamalyn Dallal ainda ministra aulas através de workshops, também se apresenta em performances e palestras por todo o mundo.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ansuya

Da Califórnia, mais especificamente de Ojai, Ansuya tem seu talento de berço: filha da bellydancer Jenaeni, ela já dança desde os cinco anos de idade! Seu pai é descendente da família real indiana, o que contribuiu com uma toque de misticismo e encantamento ao seu talento. Além de dançarina, é também atriz, tendo participado de diversos filmes e seriados norte-americanos.

Ansuya é considerada uma das mais talentosas dançarinas atualmente, principalmente quanto às suas performances-solo. Ela já recebeu premiações, como "melhor dançarina performática" do IAMED, "melhor dançarina performática do ano", sendo ganhadora desta categoria por 3 vezes. Recentemente ela promove sua carreira internacional com workshops e turnês mundiais.

domingo, 26 de abril de 2009

Jillina


Jillina é uma das dançarinas profissionais de maior expressão do mundo "bellydance": detentora de uma técnica poderosa e uma personalidade dinâmica, sua vida foi dedicada sempre à dança. Diretora artística do grupo Bellydance Superstars, coreógrafa do Desert Roses, diretora e fundadora do premiado grupo Sahlala Dancers, Jillina possui uma base sólida no Jazz, Balé e no Hip Hop, dos quais tira a inspiração para sua dança. Possui premiações como a de "melhor dançarina de dança egípcia moderna", "melhor vídeo instrucional", "melhor companhia de dança" e "dançarina do ano" pelo IAMED e pela Giza Academy.

Recentemente, Jillina retornou de uma turnê de 3 meses de sucesso no famoso Monte Carlo Casino, dirigindo os grupos Bellydance Superstars e Desert Roses, ao mesmo tempo em que participou de diversos workshops e audiências por toda Europa.

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