sexta-feira, 31 de maio de 2013

O Mar Mediterrâneo e a Dança do Ventre

Compartilharam no meu facebook a apresentação da bailarina Ariella (KK-SP) no programa da Ana Maria Braga e fui assistir, claro. Não dá pra incorporar aqui, então vai o link: http://globotv.globo.com/rede-globo/mais-voce/t/editorias/v/pimenta-polemica-ana-maria-conversa-com-vinicius-sobre-decisao-de-fazer-prato-especial/2602331/

O vídeo consiste em um trecho de um quadro do programa, que nada mais é que uma disputa na qual os participantes fazem de tudo para mostrar quem é o melhor anfitrião de um jantar. Isso inclui a recepção, diversão, comida, etc. A dança começa em 1:55, enquanto o anfitrião prepara uma carne de cordeiro. Após, aparece uma pessoa dizendo ser descendente de árabes e que apreciou muito a apresentação, mas que como o tema do jantar era "Mediterrâneo" achou meio "nada a ver".

ALÔÔÔÔÔ??? Tive comichões! Seu moço, deixa eu te explicar uma coisinha: o Mar Mediterrâneo banha nada mais, nada menos que 3 continentes e dentre os países temos Egito, Líbano, Síria, Marrocos, Tunísia, Turquia, Grécia... enfim, não vamos ficar contabilizando né? Vamos olhar o mapa e pensar antes de abrir nossas bocas.

domingo, 28 de abril de 2013

Coreografias em Grupo

Minha ideia hoje é discutir sobre o que torna uma coreografia em grupo realmente boa, já que eu, particularmente, acho as coreografias de grupo em Dança do Ventre, em sua grande maioria, chatas, sempre aquela mesmice: cada uma das bailarinas executa no seu quadrado uns movimentos que se encaixam na música, cumprem seu dever de estarem sincronizadas, com uma técnica X e é só, abraços pra quem fica. É pouco artístico, sabe?. Não me comunica nada.
Não é a dificuldade dos passos que me chama a atenção. O fato de estar em grupo, a meu ver, tem uma magia por causa de um elemento: a quantidade de gente junta .

Só que, pra ficar realmente interessante, diferente de uma apresentação em solo ou dupla, tem que utilizar esse elemento a seu favor, com formação de desenho, variação entre eles, interação entre os participantes do grupo, exploração do espaço e criatividade, claro! A maioria das coreografias não tem intenção nenhuma. Ok, sabemos que isso é algo que a Dança do Ventre toda passa e todo mundo reclama. Mas isso fica pior ainda quando vejo os grupos dançando. No caso de coreografia em grupo de iniciantes, então (já que grande parte desse nível técnico dança somente em grupo), o que dizer?


Não tive exatamente um tempo para reunir coreografias pra mostrar aqui, mas a vontade de escrever veio depois de ver o vídeo acima: uma coreografia de véus, super simples, sem movimentos difíceis tecnicamente, mas com significado pra quem assiste. Poderia ser facilmente a coreografia de final do ano de uma turma de iniciante, por quê não? O que diferencia é a ideia - isso inclui escolha do figurino, da iluminação, da música - e a entrega à essa proposta. Só isso.


Outra coreografia tecnicamente "suave". A dificuldade fica por conta dos alinhamentos, coordenação, posicionamento, sincronismo de tantas pessoas, e, novamente, a ideia. Ficou ótimo. Eu adoro espetáculo temático também. As coreografias do "Mitológico Feminino" são super legais. Recomendo assistir também o vídeo do Grupo Hob Salam (Deusa Éris), o da Nesrine (Oxum) e o da Aziza-Mor (Deusa Durga), fiquei em dúvida sobre qual colocar aqui. Quem tiver tempo, assista todo o show, que está muito bem feito, alta qualidade profissional.


Tenho que confessar também uma tendência por gostar de coreografias nas quais cada bailarina faz uma coisa diferente. Deu pra perceber com os exemplos anteriores? Acho que a leitura fica inusitada. A Chrystal Kasbah tem umas ideias bem bacanas nesse quesito.


Mas não precisa ser sempre daquele jeito pra me conquistar. Todo mundo executar os mesmos passos, mas em posições/tempos/formações/níveis/etc diferentes, também é super interessante. Adorei essas russas e o figurino. Coreografia sonho! Muito fofinha.


Pra finalizar, meu sonho de consumo em danças de grupo, o Arabesque Dance Company. É cada coreografia de cair maneiríssima. Quero muito os DVDs deles, quem tiver pra trocar/vender, ou quiser me dar, estamos aí, porque o frete pro Brasil fica muito caro.

*UPDATE 13-05-13*
A Nilza Leão fez um post muito bom sobre a questão do "nós" nas coreografias em grupo, algo que toquei de leve aqui, quando falo das pessoas se prestarem a agarrar a proposta da coreografia para aquilo realmente ganhar significado e ficar algo deleitável ao público e não um monte de gente executando técnicas X ou Y. Se você gostou do assunto, vale super a pena conferir, achei que complementou o nosso post: 

http://www.blognilzaleao.com.br/bailarina-ou-artista-o-que-voce-quer-ser/

quinta-feira, 7 de março de 2013

A Vida no Harém


Pessoas, dica da Lívia que encontrou a revista fisicamente, eu achei no site da Revista de História da Biblioteca Nacional o link da matéria "Nem tão eróticas", escrita pela historiadora, mestra e doutoranda em Estudos Árabes na USP, Marina Soares (gente finíssima, sempre me ajudando na minha pesquisa).

Para ler o artigo, clique aqui.

Marina desfaz vários mitos a respeito do harém e das odaliscas, especialmente quanto à ideia de um local de prazer e erotismo superexplorado.

Espero que gostem!

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